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terça-feira, 5 de maio de 2026

Pastor ANTÔNIO ROSA DA SILVA

Quero com muita alegria, prestar uma singela homenagem a um grande homem de Deus, Servo do Senhor, considerado um dos maiores líderes das Assembleias de Deus no Estado de Minas Gerais. Pastor Antônio Rosa da Silva, durante 38 presidiu o Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga (MG) e permanece como nosso presidente de honra. No dia 3 de maio, no domingo passado, ele completou os seus 89 anos de idade. Apesar das lutas com enfermidades dele e de sua esposa, a querida irmã Luzia Ramos da Silva, o nosso patriarca continua firme e alegre com Cristo, convicto de que realizou a sua missão como pastor. Particularmente, além de meu amigo, considero-o como um pai que sempre procurou me ajudar em minha vida cristã. Convido o prezado leitor deste texto, para conhecer melhor este gigante da fé.

Evangelista, pastor, antigo líder e atual presidente de honra do Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga, no Estado de Minas Gerais. Antônio Rosa da Silva nasceu em 3 de maio de 1937, na localidade de Água Parada, então município de Mesquita (MG). Filho caçula do casal Joaquim Antônio Rosa e Maria Rosário da Silva. Em 14 de janeiro de 1941, seu pai faleceu. Triste destino desse menino, que com apenas seis anos perdeu também a mãe. Fazer o que? A vida parecia cruel com ele, mas no céu, Deus já havia traçado o seu destino e por certo cuidaria dele. Seus dois irmãos mais velhos, Joaquim e Manoel, faleceram antes de seu nascimento, de forma que Antônio Rosa, passou a ser criado pelos avós, João Maria da Paz e Josefina Pedro da Silva. Os velhinhos cuidaram do garotinho com todo amor e carinho. Nessa época, um dos brinquedos prediletos de "Tunico" (como ele era mais conhecido entre os familiares), era uma viola feita de cabaça, presente do tio Antônio Calixto. O garoto pegava a viola e cantarolava: “papai já foi, mamãe já vai. Fiquei sozinho, sem mãe e sem pai”.

No ano de 1949, aos 12 anos de idade, foi encaminhado por seu avô à uma escola pública, na localidade de São Sebastião de Braúnas (hoje um dos distritos de Belo Oriente (MG), distante da fazenda onde morava, cerca de 12 Km, cujo percurso era feito à pé todos os dias. Para resolver a questão da longa distância entre sua casa e a escola, passou a dormir na casa de alguns amigos de sua época, tais como Raimundo Dutra, Antônio Dutra e um homem conhecido como José Padre, em cujas casas era tratado como filho.

Ao sair de férias, em outubro de 1951, voltou para a casa da avó (seu avô havia falecido pouco antes) e encontrou o ambiente em sua casa diferente. Sua avó e alguns outros parentes, haviam se convertido ao Evangelho. Convidado a aceitar Cristo como seu Salvador, Antônio Rosa recusou a "mudar de religião" pois seu alvo era estudar e, mais tarde, tornar-se padre.

Seus parentes tanto insistiram com ele, que, ao fim de vinte dias, tomou a sua decisão ao lado de Cristo. Este fato ocorreu em 25 de novembro de 1951, numa escola dominical, quando "Tunico" tinha apenas 14 anos.

Aos 26 de outubro de 1952, foi batizado nas águas em sua terra natal, pelo pastor José Alves Pimentel (pioneiro da AD na região do Vale do Aço). Em 23 de junho de 1953, recebeu o batismo no Espírito Santo. Logo nos primeiros dias de sua fé, Antônio Rosa começou a cooperar na igreja, auxiliando na escola dominical, pregando a Palavra de Deus e dirigindo cultos. Naquela época, chegou a dirigir congregações nas localidades de: Naque, Naquinho, Gama e Queroga, todas elas pertencentes ao campo de Coronel Fabriciano. Essas congregações eram pequenas, alguns eram apenas pontos de cultos, mas hoje, em toda essa região eixstem grandes igrejas com muitos crentes salvos e batizados com o Espírito Santo.

Jovem ainda, exerceu o cargo de tesoureiro no período de fevereiro de 1960 a janeiro de 1962, na congregação de Cava Grande, no município de Marliéria (MG), na época, dirigida pelo irmão José Pereira Santiago (meu tio). Até então, Antonio Rosa trabalhava como apontador na Companhia Florestal Acesita (CAF). No dia 13 de fevereiro de 1962, consultado pelo pastor José Alves Pimentel se gostaria de trabalhar na obra de Deus, Antônio Rosa, sem vacilar, respondeu afirmativamente, saindo em direção ao escritório da empresa onde trabalhava, para pedir sua demissão. Seu chefe imediato foi tomado de surpresa, pois o rapaz era um bom funcionário, e estava ganhando relativamente bem. Porém, ante a firme decisão de Antônio Rosa, o chefe não teve outra alternativa senão dispensá-lo da empresa, mas disse-lhe que em qualquer época, se necessário fosse, as portas do emprego estariam abertas novamente para ele.

Com uma pequena mala nas mãos, e munido de uma carta de recomenda- ção assinada
pelo pastor José Alves Pimentel, o jovem evangelista autorizado partiu para a cidade de Mesquita (MG), dando início ao seu ministério. De Mesquita, ele atendia as congregações e pontos de cultos nas localidades de Brejaúba, Córrego do Burrinho (zona rual de Mesquita), Córrego Alto de Joanésia, Porto das Canoas e Salto Grande. Nessa época, quase não havia meio de transporte, e os obreiros enfrentavam muita dificuldade para se deslocarem em seus campos de trabalho. Por esta razão o pastor Pimentel autorizou a compra de um cavalo para o transporte do obreiro iniciante. A  referida compra foi efetuada pelo irmão Josias Pereira Santiago (meu saudoso pai), então dirigente da igreja de Cachoeira Escura (Belo Oriente).        

Em junho de 1962, Antônio Rosa ficou noivo da jovem Luzia Ramos, a qual havia conhecido no povoado de Naquinho. Em 11 de agosto de 1962, os dois jovens se casaram no bairro Melo Viana, em Coronel Fabriciano. A cerimônia foi realizada em casa dos pais da noiva, e foi celebrada pelo pastor José Alves Pimentel.

De Mesquita, onde ficou até novembro de 1962, Antônio Rosa e sua esposa foram para Ipatinga. De início começou cooperando com o dirigente local, presbítero José Pereira da Silveira. Com a mudança do dirigente para Joanésia, a AD de Ipatinga ficou sob sua responsabilidade. A igreja era pequena, mas já havia inaugurado o templo em dezembro de 1961. Ipatinga, nessa ocasião era um pequeno distrito de Coronel Fabriciano e começava a se desenvolver com a implantação da grande empresa siderúrgica Usiminas.

Sua consagração ao ministério de evangelista, ocorreu no ano de 1963, tendo atuado antes como evangelista autorizado. Em dezembro de 1964, foi designado para dirigir a congregação da AD do distrito de Senador Melo Viana. Sob a sua direção foi inaugurado o templo da AD local, em festividade ocorrida dia 06 de novembro de 1966. Foi um período de grande desenvolvimento da igreja naquele distrito de Coronel Fabriciano, com a abertura de novas igrejas.

Dia 24 de março de 1971, durante uma escola bíblica e convenção estadual em Belo Horizonte, foi ordenado pastor.

Foi nessa convenção realizada em Belo Horizonte no mês de março de 1971, que Antônio Rosa foi consagrado pastor.

Em fevereiro de 1972, o pastor Adalberto Paes Campos que até então exercia o cargo de vice-presidente do Campo, mudou-se para Betim (MG). Em reunião dos obreiros para a eleição do novo vice-presidente, Antônio Rosa foi escolhido e eleito por unanimidade.

No ano de 1973, após oito anos de trabalho em Melo Viana, foi designado para pastorear a igreja do bairro Vila Celeste (Ipatinga), onde ficou por apenas dois meses, sendo transferido logo depois para o templo central da AD em Ipatinga, onde até hoje congrega.

Durante seis anos, isto é de 1972 a 1978, atuou com muita dedicação e humildade, sob a liderança do veterano pastor Pimentel. Com o afastamento deste por motivo de enfermidade, Antônio Rosa assumiu a liderança de todas as igrejas do campo de Coronel Fabriciano, com total apoio do ministério. Antes do afastamento para tratamento da saúde, pastor José Alves Pimentel escreveu uma carta ao ministério passando a direção ao seu vice-presidente. Dia 14 de maio de 1978, a igreja em Coronel Fabriciano viu partir para o descanso eterno seu querido pastor Pimentel. Este saudoso pastor, foi o primeiro pastor consagrado pela Assembleia de Deus no Estado de Minas Gerais e foi um verdadeiro bandeirante da fé.

Em assembléia geral extraordinária realizada dia 22 de maio de 1978, presidida pelo pastor Salatiel Fidélis de Souza, da AD de Governador Valadares, foi empossada a nova diretoria da igreja, tendo sido o pastor Antônio Rosa eleito como o novo presidente.

Durante 64 anos de ministério, sendo 38 como presidente das Assembleias de Deus Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, Antônio Rosa enfrentou muitas lutas, provações e as mais diversas enfermidades, mas Deus sempre esteve ao seu lado.

Um dos fatos marcantes de sua vida ocorreu em 1953, em São Sebastião de Braúnas, município de Belo Oriente. A pregação da Palavra de Deus era novidade em muitos lugares e os católicos não toleravam os evangélicos. Por essa razão, promoviam muitas perseguições aos crentes, sob a liderança dos padres. A irmã Joana Pereira do Nascimento, sua tia, havia falecido. Por ter sido crente, seu corpo foi impedido de ser sepultado no cemitério local, que era considerado um lugar sagrado para os católicos. O padre que estava em seu ofício, ao saber que uma crente da Assembléia de Deus estava sendo enterrada, foi até ao cemitério, acompanhado do Juiz de Paz, e proibiu o sepultamento. O que aconteceu logo a seguir foi um intenso debate que durou 3 horas. O padre queria que dissessem que ela não era crente, para que pudessem sepultá-la. Mas os parentes, que já eram convertidos, reafirmaram a opção de nossa irmã que em vida havia sido uma crente fiel, desde que aceitara a Cristo como o seu Salvador. O corpo da referida irmã, já estava no fundo da cova, e os católicos já haviam jogado um pouco de terra, como era de costume entre eles. Diante da afirmação dos irmãos, o referido padre então mandou retirar o caixão, e enterrar do lado de fora do cemitério. Os irmãos ficaram desapontados e foram buscar recursos em Belo Horizonte, mas os advogados aconselharam a fazer uma pequena cerca ao redor da cova da irmã Joana, e plantar algumas flores. Assim os irmãos fizeram. Com o passar dos anos foi necessário ampliar o cemitério, e a cova da tia de Antônio Rosa acabou ficando dentro do tão polêmico cemitério. O Juiz de Paz local, Bernardino Nunes Pereira, anos depois se converteu ao evangelho e tornou-se um ardoroso pregador do Evangelho.

Em todos esses anos de labor na obra do Senhor, o pastor batizou nas águas um incalculável número de pessoas (entre as quais, dois de meus filhos), inaugurou inúmeros templos, consagrou centenas de obreiros, e uma efetiva participação em todos os eventos importantes da igreja, não só na região como em várias regiões do estado e fora dele.

Uma de suas mais importantes realizações foi a construção do novo templo central da Assembleia de Deus em em Ipatinga, inaugurado em 13 de outubro de 1984. A construção deste templo, foi um dos grandes desafios que ele teve de superar.

O pastor Antônio Rosa, quase não pode estudar, mas em sua carreira ministerial, participou de diversos cursos e seminários. Estudou teologia na Escola Bíblica Bereana (RJ); fez o curso teológico da Escola Bíblica Permanente Sião, extensão de Governador Valadares e o curso teológico da EETAD. Participou do CAPED por cerca de três vezes, participou de um seminário para pastores brasileiros, na Universidade Hebraica de Jerusalém, além de participar há cerca de quarenta anos da Escola Bíblica de Obreiros em Belo Horizonte. Em 31 de outubro de 1997, recebeu o título de Doutor em Divindade, concedido pela Escola Superior de Estudos Teológicos, de Gênova, Suíça.

Ao longo de sua carreira ministerial, procurou prestigiar os principais eventos de nossa denominação. Em julho de 1967, participou da 8ª Conferência Mundial Pentecostal, realizada no Rio de Janeiro. Compareceu às assembleias ordinárias da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, realizadas nas cidades de: Niterói (RJ), Natal (RN), Santo André (SP), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte, Vila Velha (ES), Anápolis (GO), Salvador (BA), São Paulo (SP), Cuiabá (MT), novamente Belo Horizonte, novamente São Paulo, Brasília (DF), Maceió (AL), Rio de Janeiro e Porto Alegre e novamente São Paulo. Participou da comemoração do Jubileu de Ouro das AD em Minas Gerais, realizada em 1977 na capital mineira. Participou do Jubileu de Diamante das AD no Brasil, em novembro de 1986, na cidade de Belém do Pará. Esteve também em São Paulo, em setembro de 1997, no 2º Congresso Mundial das Assembleias de Deus. Além desses eventos, viajou muito para atender convocações de conselhos da EETAD e da CGADB, como também da mesa diretora da Convenção Estadual.

Em 1988, em companhia dos pastores José Wellington Bezerra da Costa, Horácio da Silva Júnior, entre outros, visitou Israel e o Egito. Na chamada Terra Santa, passou momentos de profunda emoção, ao visitar diversos locais mencionados nas Escrituras Sagradas.

Antônio Rosa é um pastor muito estimado por todos que o conhece. A demonstração do alto conceito que ele desfruta nas Assembleias de Deus do Vale do Aço, do estado de Minas Gerais e no âmbito nacional, são os cargos que ele ocupou durante a sua trajetória ministerial. Além de exercer a presidência do campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, ele atuou como 2º tesoureiro da Sub-Convenção do Vale do Rio Doce, vice-presidente e presidente da referida convenção (hoje, COMADVARDO), vice-presidente da convenção mineira (COMADEMG) por mais de vinte anos, 2º secretário do Conselho Regional Sudeste da CGADB.

Em reconhecimento ao seu brilhante trabalho ao longo dos anos no Vale do Aço, foi homenageado em diversas ocasiões. Em 04 de maio de 1985, recebeu o titulo de Cidadão Honorário de Coronel Fabriciano. No ano de 1988, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Legislativo através de uma indicação deputado José Maria Pinto. Cidadão Honorário de Ipatinga, no dia 1º de dezembro de 1995. Cidadão Honorário de Belo Oriente (05 de julho de 2001). Cidadão de Santana do Paraíso (18 de abril de 2002), Cidadão do município de Naque (06 de dezembro de 2002), Cidadão de Mesquita (30 de outubro de 2003), Cidadão de Dores de Guanhães (1º de maio de 2004), Cidadão de Santa Efigênia de Minas (28 de agosto de 2005.

Além desses títulos honorários, recebeu em duas ocasiões a medalha de Mérito concedido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais; Comenda Berg e Vingren, concedido pela CGADB; Diploma de Honra ao Mérito também concedido pela CGADB; Certificado de Amigo da Policia Militar de Minas Gerais, concedido pelo 14º Batalhão. Também recebeu homenagem do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga. Por último no dia 17 de junho de 2008 foi homenageado pela Prefeitura Municipal de Coronel Fabriciano, quando foi inaugurada a “Escola Municipal Pastor Antônio Rosa” no bairro Amaro Lanari. Em outubro de 2008, recebeu o título de Cidadão Honorário de Açucena.

Antônio Rosa, mesmo sem formação escolar, escreveu alguns livretos publicados para fins evangelísticos, sendo: “Obediência, o melhor caminho” e “Calma, a vida é preciosa”, "Não posso andar com isso", além do folheto “O Socorro de Deus”. Com essas obras, ele prossegue em seu ministério evangelizando pessoas das mais diversas camadas sociais onde quer que esteja. E não perde tempo mesmo!

Em sua gestão, realizou viagens ao campo missionário do Paraguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, Portugal e Espanha. O Departamento de Missão Boas Novas, fundado por ele, mantém atualmente missionários no Paraguai, Bolívia, nas regiões do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, e parcerias com outras agências missionárias.

O pastor Antônio Rosa, é amado por milhares de irmãos em Cristo. Tem a simpatia e o respeito de inúmeros amigos, personalidades, autoridades civis, militares e eclesiásticas. Recebe o amor e carinho da sua querida família.

Casado há 64 anos com a irmã Luzia Ramos da Silva, é pai dos seguintes filhos: Eunice, Ester, Leia, Eliezer, Eliezete, Eliene e Éber. O casal tem 10 netos: Elienai e Priscila (Eunice), Déborah e Aline (Ester), Franciele e Nataly (Leia), Thamires (Eliene), Gustavo e Lucas (Eliezer) e Jonatha (de Éber). O casal ainda tem bisnetos e uma trineta.

     Parte da família Rosa e Ramos, por ocosião dos 80 anos         do pastor Antônio Rosa (AD em Ipatinga, maio de 2017).

Depois de permanecer no cargo de presidente das Assembleias de Deus Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga por 37 anos, pastor Antônio Rosa da Silva, pediu a sua jubilação. O ministério se reuniu em Assembleia Geral Extraordinária no dia 12 de fevereiro de 2016, e aprovou o nome do Pastor José Martins de Calais Júnior, que até então exercia a primeira vice-presidência. Ao deixar a liderança, o campo era composto por mais de 30 mil membros, e cerca de 600 obreiros que atuavam em 250 congregações.

O livro "ENTRE ROSAS E ESPINHOS", de iniciativa dele, organizado e escrito pelo autor deste texto, retrata de forma ampla a trajetória do pastor, acrescentando outros detalhes importantes.


Aos 89 anos de idade, pastor Antônio Rosa permanece como presidente de honra do Ministério, e sempre que pode é convidado para estar nos eventos especiais da igreja e ministrar nas diversas congregações do campo que ele presidiu. Oremos em favor do casal de obreiros do Senhor, pastor Antônio Rosa e Luzia Ramos da Silva, que encontram-se limitados fisicamente, devido as diversas enfermidades. Contudo, eles ficam felizes quando recebem em casa os pastores, irmãos em Cristo e amigos, que ali vão para abraçá-los e levar o carinho indispensável que eles com certeza merecem.

ANEXOS:


      Antigo templo da AD em Ipatinga, inaugurado em 1961

         Aniversário de 33 anos, em Melo Viana, maio de 1970

           Ministério de Coronel Fabriciano na década de 1960

Aniversário do Pastor José Alves Pimentel em 14 de junho de 1974

  Ao lado de seu pastor presidente, José Alves Pimentel (1977)

Seminário da Família com o seu grande amigo, Pastor Antônio Gilberto, fundador do CAPED


       Pastor Antônio Rosa em Belo Horizonte junto do Pastor               Anselmo Silvestre                  
                           
         Mesa diretora da COMADEMG nos anos 1980, em                     Belo Horizonte

Um dos atos sagrados que ele fez por centenas de vezes

Pastor Bernhard Johnson visitando a AD em Ipatinga (Anos 80)

Jubileu de Diamante da AD em Coronel Fabriciano (outubro de 2008)

   Templo Matriz da AD em Coronel Fabriciano, inaugurado em        março de 1977

       Templo Central da AD em Ipatinga (MG), inaugurado em              outubro de 1984

                   Pastor Antônio Rosa, um amigo de sempre

Depois da Jubilação, permanece como Pastor Presidente de Honra

       Sempre gostou de se informar através de livros, jornais e           revistas

Com uma parte da família, no aniversário de 88 anos, em maio de 2025

                     São 64 anos de amor e muita felicidade

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

CORAL BOAS NOVAS, 67 ANOS DE CAMINHADA EM UNIÃO DOS PALMARES

Uma das tradições das Assembleias de Deus é a existência dos corais, grupo de cantores vocacionados que voluntariamente louva ao Senhor em quatro vozes, trazendo um diferencial na música cristã. De alguns anos para cá, além das bandas musicais, orquestras e corais juvenis, surgiram também novos grupos musicais, tais como: corais do Círculo de Oração Feminino e Masculino, de adolescentes, novos convertidos, novos casais e assim por diante. E todos querem ter sua participação nos cultos de domingo à noite. Além desses grupos existem as famosas “Equipes de Louvor” que cantam seus hinos e corinhos junto à congregação. Na maioria das igrejas, as equipes ou grupos de louvor têm prioridades acima dos demais grupos, algumas vezes podendo levar até 40 minutos da programação dos cultos, com suas apresentações. Enquanto isso, a música coral e os hinos da Harpa Cristã, têm sido relevados a planos inferiores.

Graças a Deus, que muitas igrejas do nordeste brasileiro ainda mantém os seus corais, mesmo com as imensas dificuldades. Neste contexto vamos conhecer o Coral Boas Novas, da Assembleia de Deus em União dos Palmares (AL), igreja esta que tem como líder regional o Pastor José Laelson da Silva.


No ano de 1956, segundo informações de antigos membros da igreja, um dos irmãos estava em oração no antigo templo localizado na Rua Edgar Sarmento (também conhecida como Rua Nova), quando Deus mostrou-lhe um coral cantando. Inspirado pela visão, procurou o pastor da época, João Buarque e contou-lhe o sucedido. O pastor crendo na revelação divina, convidou um maestro da cidade vizinha de Murici, de nome Oscar Cavalcante, para formação do grupo musical.

Depois de arregimentar os componentes e diversos ensaios, o coral teve a sua estreia no dia 15 de novembro de 1957, sob a orientação do pastor João Buarque.

Um dos destaques para o desenvolvimento do coral, foi o presbítero Francisco Cícero da Silva, que foi um grande cooperador na obra de Deus ao lado dos pastores que estiveram na liderança da igreja em União dos Palmares. A família do saudoso “Irmão Chiquinho”, também foi de suma importância na continuidade do grupo. Sua esposa Carmelita (conhecida como Carminha), as duas filhas Jacir e Mirian, o genro José Ferreira. Temos ainda em atividade o irmão Josué Francisco, que canta no tenor e cooperou na edição deste texto histórico. Outros nomes que atuaram no coral e vários deles já descansam com Cristo, aguardando o dia que irão cantar no coral celestial para toda a eternidade: Ailton Marques, Benedito Bastos, Benedito José, Francisco Barros, Grinaura, José Carlos, José Lopes, Josimar, Juvenal Gustavo, Loetina, Lourdes, Miguel Barros (foi o tesoureiro do coral por vários anos e autor do hino oficial do mesmo). Socorro, Vandira, Zulmira, Lourdes, Socorro. Dos remanescentes que ainda estão no coral: Ednaldo Oliveira (atual coordenador do Coral Boas Novas) e Cícera Bibiano, responsável pelas festividades do coral, ela é que prepara os “comes e bebes”. A irmã Verônica atuou vários anos como secretária, mas afastou-se para cuidar de sua saúde. Isaías Cassimiro, tenor, foi diretor do coral e hoje reside na capital alagoana, Maceió. João Santos, baixo, foi um dos diretores do coral, mas atualmente atua numa das congregações da cidade e serve ao Senhor como diácono.

Desde 1988, está na regência do Coral Boas Novas, o maestro João Gomes. Em julho de 1985, ele se converteu à Cristo, e no dia 15 de novembro do mesmo ano, foi batizado nas águas. Neste dia foi comemorado mais um aniversário do coral. A igreja na época, tinha como líder o pastor José Pereira Lima, filho do Pastor Manoel Pereira Lima, antigo presidente das Assembleias de Deus no Estado de Alagoas.

Em 1987, ainda na gestão do Pr. José Pereira, o coral contava com 30 anos de atividades e, continuava sob a regência do maestro fundador Oscar Cavalcante. Como regente auxiliar, um militar reformado de nome Ailton Marques, cujo nome consta na lista dos coristas pioneiros. Por essa época, João Gomes foi convidado pelo regente Ailton Marques para fazer parte do coral, cantando no tenor. Gomes, começou a aprender os hinos “de ouvido” pois não lia partituras. O pastor Pereira vendo o seu esforço, o colocou como um auxiliar na regência. Num dos cultos, o maestro faltou, e o pastor surpreendeu João Gomes, pedindo-lhe que regesse o coral naquele dia. Mesmo nervoso e sem experiência, ele levantou o coral, o qual cantou dois hinos “O Exilado” (36 HC) e “A Nova Luz” (Coros Sacros). Então o pastor da igreja, resolveu investir no novo regente, pagando as aulas de música para ele, em princípio com um professor de música José Benedito, militar da reserva. Depois ele estudou em Maceió. Tudo o que João Gomes aprendia na música, ele passava para seu irmão Manoel Gomes. Este, absorveu bem as aulas com o mano, tanto que tornou-se um dos regentes do coral.

Posteriormente, um dos regentes Ailton Marques, foi chamado para trabalhar no Ministério e foi para outra cidade. O coral ficou sob a direção do maestro Oscar Cavalcante, João Gomes e seu mano Manoel Gomes. Mas, no ano de 1988, a igreja se despediu do pastor José Pereira que foi transferido para outro lugar e recebeu como novo líder o pastor Severino Luiz. Ao assumir a direção da igreja, o Pr. Severino Luiz, o mesmo resolveu fazer uma mudança na liderança do coral. Oscar, que acumulava 30 anos como regente titular, retornou à sua cidade de origem Murici. Pastor Severino agradeceu o maestro Oscar pela sua dedicação desde que fundou o Coral Boas Novas. Em substituição como regentes, continuaram os irmãos João e Manoel Gomes.

Todos os pastores que estiveram na liderança da AD de União dos Palmares, deram seu apoio ao coral. Vale a pena recordar os nomes de alguns deles: João Buarque, José Pereira Lima, Severino Luiz, Jaime José dos Santos, Sidrônio Castanha, Adelmo do Espírito Santo e desde 2018, o pastor José Laelson da Silva. Por motivos administrativos, Pr. José Laelson suspendeu temporariamente as atividades do Coral Boas Novas. Nossa esperança é de que o mais breve possível, o coral que já conta 67 anos de fundação, possa alegrar novamente os cultos da igreja alagoana.

ANEXOS:





          Hino Oficial do Coral composto pelo maestro Miguel Barros





                               Maestro João Gomes

                Templo-Sede da AD em União dos Palmares (AL)

                                O novo templo-sede sendo reconstruído

             Nave do Templo-Sede da AD em União dos Palmares (AL)

            Coral Boas Novas cantando o hino "FALAR COM DEUS"

sábado, 15 de junho de 2024

CORAL CELESTE, 83 ANOS DE LOUVOR EM MACEIÓ

O Coral Celeste, é um dos mais queridos e importantes grupos musicais do Templo Central da Assembleia de Deus em Maceió, completou 83 anos de existência. Ele é o mais antigo coral assembleiano do Estado de Alagoas. Atualmente conta com 84 componentes e como regente titular está o maestro Mateus Brandão, que é auxiliado pelos irmãos Mayre Nicácio e Josué Francisco. O culto comemorativo foi realizado no dia 21 de Janeiro de 2024, com a participação especial do coral convidado, Coral Jardim das Nogueiras, da AD em João Pessoa (PB). O Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima, presidente da AD no Estado de Alagoas, foi o ministrante do evento musical.

O Coral Celeste tem rendido a Deus inspirados louvores com o objetivo de tocar corações e alcançar vidas para Cristo. Ao longo dos anos, o grupo traz em sua história testemunhos de transformações, conversões e milagres. A Assembleia de Deus no Estado de Alagoas ao longo de sua história, foi presidida pelos seguintes pastores: Miss. Otto Nelson, Antônio Rego Barros, Juvenal Pedro da Silva, Manoel Pereira Lima, José Antônio dos Santos e atualmente pelo Pastor José Orisvaldo Nunes de Lima.



Em meados do ano de 1940, quando pastoreava a igreja o saudoso Pastor Antônio Rego Barros, havia apenas uma orquestra composta por um grupo de irmãos que tocavam instrumentos de cordas e outros irmãos e irmãs que cantavam em uníssono, o regente do grupo era o irmão Antônio Cuiabano que também era exímio violinista de orquestra.

O pastor da igreja, em oração com o irmão Cuiabano, organizou a formação de um coral na igreja que cantasse em vozes de harmonia. Seria o primeiro coral da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, vários irmãos que participavam da orquestra passaram a compor o novo órgão recém-criado. A escolha do repertório inicial começou com os hinos da Harpa Cristã e do Cantor Cristão, na sequência vieram os hinos do "Coros Sacros", "Antemas Celestes" e outros hinos avulsos, bem como outras músicas que foram ensaiadas até dezembro de 1940.

No dia 15 de janeiro de 1941 o coral cantou pela primeira vez em um culto público, os seguintes hinos "Precisamos de Jesus" (Nº 303 da Harpa Cristã) e "Justo és Senhor" (N º 2 do Cantor Cristão) sob a regência do primeiro maestro, irmão Antônio Cuiabano. O mesmo não permaneceu por muito tempo à frente do coral porque precisou de se mudar para outros estado por motivo de trabalho, sendo substituído em 1943 pela irmã Teresa da Silva Barros (Irmã Tete) esposa do saudoso pastor Antônio Rego Barros. Por motivos de saúde a irmã Tete foi impossibilitada de prosseguir na regência do coral, sendo substituída pela sua filha Carmina do Rego Barros que ficou na direção do grupo até o ano de 1945, quando foi acometida de uma enfermidade que levou a morte. Com a vacância da regência, o pastor da igreja convidou o irmão Virgílio José dos Santos para assumir a direção do trabalho pois ele tinha experiência na área musical ensaiando o quarteto que cantava nos cultos públicos, mas no ano de 1948 o irmão Virgílio mudou-se para São Paulo onde fixou residência e posteriormente foi consagrado ao ministério pastoral e atuando como professor de teologia.

Com a saída do irmão Virgílio, o pastor Antônio Rego Barros convidou a irmã Iza Nery que atuava como Coralista bem atuante para assumir a regência do coral, a irmã Iza assumiu o coral no dia 19 de outubro de 1948 e permaneceu a frente do coral até 27 de agosto de 1987 totalizando 38 anos e 10 meses, nesse período o coral prosperou muito, chegando a gravar um disco LP em São Paulo nos anos de 1982 com o título: “Lembrando os crentes primitivos”. 
 (https://www.youtube.com/watch?v=iQevY7Gd2Go)

A passagem da irmã Iza Nery marcou a história do Coral Celeste deixando marcas até os dias de hoje, uma dessas marcas foi o ato de criar a nomenclatura do coral que desde sua formação era popularmente conhecido como Coral do Farol, sendo assim foi então mudado seguindo a sugestão da irmã e componente Maria do Carmo que fazia parte do contralto e sendo uma das componentes pioneiras do coral, a partir de então no ano de 1964 foi chamado Coral Celeste e permanece até os dias de hoje, em alguns períodos a irmã Iza foi substituída eventualmente em curtos períodos de tempos pelos seguintes irmãos: Olivia, Celestino, Josias Batista, Moisés Nicácio, Arthur Martins e Antônio Leite.

A saudosa maestrina Iza Neri, além de dirigir o coral por quase 40 anos, também foi talentosa serva de Deus, servindo em outras áreas. Foi comentarista da revista Lição Bíblica da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), professora de Língua Portuguesa, foi a primeira diretora do Colégio Pastor Antônio Rego Barros e ainda foi colunista da Revista Mulher, enquanto esteve congregando na Assembleia de Deus do Belenzinho (São Paulo). Quando seu estado de saúde já não estava bem, ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e não conseguiu se recuperar. No dia 21 de Janeiro de 2014, a irmã Iza Neri
faleceu deixando muitas saudades na igreja alagoana.

No ano de 1987 a irmã Iza precisando ausentar-se do coral, foi substituída pelo maestro Joasi da Silva, que por motivo de muitas ocupações permaneceu por um período de apenas três meses à frente do grupo. Em seguida, foi indicado para reger o coral, o maestro Jurandir Nicácio no dia 2 de dezembro de 1987, o qual permaneceu até março de 1992.

Com a saída do irmão Jurandir Nicácio, assumiu a direção do coral, a irmã Ester Bastiam que também ficou apenas por alguns meses. Precisando se ausentar do coral, Ester foi substituída pelo maestro Azarias Cordeiro e sua esposa Maria das Vitórias no segundo semestre do ano de 1992.

A irmã Vitória permaneceu na regência do coral durante 28 anos, até o dia 26 de julho de 2020 quando foi chamada ao lar celestial deixando um enorme legado, a irmã Maria das Vitórias marcou a História do coral com seus ensinamentos e sua belíssima voz, onde se destacava com canto lírico.

O maestro Azarias permaneceu a frente do coral durante 30 anos, até o dia 02 de novembro de 2022 quando foi chamado ao descanso eterno deixando seu exemplo de zelo e amor pela obra de Deus. Com a partida do irmão Azarias para a eternidade assume a regência do coral no dia 16 de novembro 2022 o jovem maestro Matheus Brandão.

Com a ajuda de dois regentes auxiliares, Mayre Nicácio e irmão Josué Francisco, o coral se apresenta nos cultos dominicais e principais eventos festivos da igreja. E para valorizar ainda mais o serviço dos irmãos, o ministério resolveu adquirir um piano de cauda. Os componentes e regência são muito agradecidos ao pastor presidente José Orisvaldo Nunes de Lima por todo carinho e dedicação que tem ao Coral Celeste. Gratidão também ao pastor Hermann Trindade, co-pastor da igreja sede, o qual está sempre com presteza a ouvir e atender a todos os componentes, demonstrando carinho, afeto, amor e paciência.

Toda honra e glória seja a Deus pois durante toda esta trajetória tem sido notável o cuidado e zelo do Senhor para com este tão abençoado grupo. Onde existe louvor e adoração é certo de se obter o agir de Deus, e com isso é notório os inúmeros testemunhos de curas, batismos com espírito santo, libertação, salvação de vidas. É bom enfatizar que o coral foi um grande celeiro de componentes que foram chamados ao ministério pastoral e hoje, continuam dando frutos por onde passam.

Fontes de pesquisas:
adalagoas.com.br

ANEXOS:


 


           Templo Central da Assembleia de Deus em Maceió - Alagoas

           Capa do disco gravado pelo Coral Celeste, no ano de 1982






Coral Celeste, cantando o hino "CORO ANGELICAL" (115 do "Coros Sacros")