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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

EVENTO MARCA O LANÇAMENTO OFICIAL DO LIVRO "ENTRE ROSAS E ESPINHOS"

Com a participação de diversos pastores, familiares e amigos, foi lançado a segunda edição do livro "Entre Rosas e Espinhos", obra que conta a história de vida do pastor Antônio Rosa da Silva, o qual durante 53 anos exerceu brilhante ministério na região do Vale do Aço. A primeira edição foi feita em 2002. 

O evento aconteceu no dia 29 de junho de 2016 no foyer do Teatro Usicultura, no Shopping do Vale do Aço, em Ipatinga (MG). 

Como fundo musical, um grupo sob a coordenação do maestro Melquisedequi Rodrigues de Araújo, alegrava o ambiente que foi marcado pela descontração dos presentes.


Iniciando a programação, o mestre de cerimônia, irmão Carlos Souto, chamou à frente, o escritor do livro, o homenageado pastor Antônio Rosa e o atual pastor presidente José Martins de Calais Júnior, para os respectivos pronunciamento. O presbítero Jacó Rodrigues Santiago (autor do livro) assim se pronunciou na ocasião: 


"Boa noite à todos! 

Quero cumprimentar o ilustre pastor Antônio Rosa, presidente de honra das Assembleias de Deus Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga e principal protagonista do livro que hoje está sendo lançado. 

Cumprimento também o pastor José Martins de Calais Júnior, atual presidente do Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga e os demais pastores. 

Cumprimento também os demais convidados. 

As minhas primeiras palavras são de gratidão. Em primeiro lugar agradeço à Deus, que têm me dado inteligência e disposição para executar as tarefas, as quais as vezes me apresentam como verdadeiros desafios. 

Aos meus pais que souberam me criar nos caminhos e no temor de Deus. 
À minha esposa, meus filhos os quais têm me dado o toda sustentação necessária em minha vida. 

Ao pastor Júnior Calais, o qual sempre que preciso tem me apoiado com idéias e ações. Aos demais pastores aos quais considero como verdadeiros amigos e tenho a honra de conviver. 

Mas o meu agradecimento especial neste momento é dirigido à uma pessoa também muito especial, que é o pastor Antônio Rosa. 

Prezados amigos, acredito eu que para construir a biografia de alguém, no mínimo, tem que se conhecer alguns fatos importantes do biografado ou pelo menos ter acompanhado parte de sua vida. Poderia ter sido outro escritor para editar esta biografia mas coube à mim esta responsabilidade. 

Tive o privilégio de acompanhar a trajetória do pastor em seu rico ministério desde o ano de 1971. Naquela época, eu, um garoto de apenas 12 anos de idade, junto com minha família recém chegada ao Vale do Aço, fomos acolhidos de braços abertos por ele que, naquela ocasião, era o pastor em Melo Viana. Desde então, além de meu pastor, formou-se uma verdadeira amizade que nos uniu nesses 45 anos. 

Lembro-me que contando eu 15 anos, Antônio Rosa (já como pastor em Ipatinga) pediu aos meus pais, se eles permitiriam que eu me mudasse para cá, pois ele tinha uma tarefa para mim. Eu vim na condição de trabalhar auxiliando nos trabalhos da secretaria e também continuar meus estudos. 

De lá para cá foram vários episódios que ocorreram, e acreditem os senhores, já nessa tenra idade, eu já tinha o costume de anotar em cadernos fatos importantes da igreja, sem mesmo saber para que essas anotações serviriam. Deus, sabedor de todas as coisas, por certo tinha em Seu plano, que um dia alguém escreveria a biografia daquele líder. Por isso, sem saber de nada, já estava me preparando. 

O tempo passou, e no ano em que a nossa igreja completaria 50 anos, tive o privilégio de propor ao pastor e ao ministério, a idéia de lançarmos uma revista especial ou um livro que pudesse marcar o evento do Jubileu de Ouro. O ministério acatou a idéia de lançarmos o livro, e assim pudemos entregar no mês de outubro de 1998 a primeira edição da “História das Assembleias de Deus no Vale do Aço”. 

Deus abençoou o nosso trabalho, e o pastor Rosa, agradecido e feliz, começou a trabalhar com a idéia de lançar a sua própria biografia. Novamente estava eu diante de um grande desafio. Porque uma coisa é escrever a história de uma igreja e outra bem diferente é escrever a biografia de uma pessoa como nosso pastor presidente. Para isso, o autor (pastor Antônio Rosa) com a excelente memória que Deus lhe deu, me passou por escrito acontecimentos que marcaram a sua vida desde o nascimento, a infância sofrida com as constantes enfermidades, o trabalho pesado do campo, enfim toda sua trajetória. Não faltaram as “famosas” fotos históricas de seu rico acervo, que até hoje nos emocionam. Começamos a trabalhar e em maio de 2002, num culto festivo de aniversário do pastor, foi lançada a primeira edição do livro “Entre Rosas e Espinhos”. 

Chegou então o ano de 2015 e o pastor Antônio Rosa, já estava pensando em se preparar para a sua jubilação e para o merecido descanso. Porém, ele queria mais uma vez, deixar em livro as suas memórias, atualizando o que havia sido escrito na primeira edição. 

Por fim, chegamos a este dia em que temos o privilégio de apresentar mais esta grande obra, que é a segunda edição do livro “Entre Rosas e Espinhos”, sim porque a caminhada do pastor Antônio Rosa foi entre rosas e espinhos. Muitas vitórias, alegrias, momentos festivos e de comemorações, porém, não foram poucos os momentos de tristezas, lutas amargas, lágrimas, decepções, calúnias e perseguições. O livro retrata exatamente isso. 

Se não fosse o verdadeiro chamado de Deus para uma missão específica, talvez nosso pastor não estivesse aqui hoje, pois teria desistido no meio do caminho. Lembrando aqui o poeta itabirano Carlos Drumond de Andrade, o qual escreveu uma poesia: “No meio do caminho tinha uma pedra”. Mas, as pedras que existiam no meio do caminho do pastor Antônio Rosa foram transpostas por ele, graças a sua determinação, vontade de vencer e realizar a obra Daquele que o chamou.

Portanto, ao concluir minhas palavras, quero externar ao biografado a felicidade que tenho em tê-lo não só como meu pastor por mais de 40 anos, mas como um pai espiritual, um grande amigo a quem sempre respeitei. Quero agradecê-lo por acreditar em mim, desde minha tenra idade e sempre apoiar o meu trabalho de escriba. 

Finalmente, recomendo a todos aqueles que adquirirem um exemplar de “Entre Rosas e Espinhos”, que possam ler todo o conteúdo. Pois, além de farta ilustração fotográfica, o livro contém alguns documentos enriquecedores para compreensão do texto. A história que conta a vida de um garoto que tinha o sonho de tornar-se padre, mas aos 14 anos tomou outra decisão que mudou por completo a sua trajetória, com certeza irá emocionar muita gente. 

Muito obrigado!" 


Em suas palavras de agradecimento, o pastor Antônio Rosa disse que fez o lançamento de outras obras de sua autoria tais como: "Obediência: o melhor caminho", "Calma! a vida é preciosa" e "Não posso andar com isso". Quanto ao seu livro biográfico ele explicou: "Rosas significam as vitórias e sucessos que Deus tem nos dado. Os espinhos são lutas, problemas e dificuldades, mas é difícil ter rosas sem espinhos. Moisés quando celebrou a páscoa, na passagem bíblica, revela que havia uma ordenança para comer a carne do cordeiro assada, mas com erva amargosa. Não é só carne assada, mas tem que ter também a erva amargosa. Há momentos na vida que temos muita amargura e muita coisa que não podemos levar em consideração. Assim também são as rosas. Se alguém vem com mar de rosas, tem que ter cuidado com os espinhos." 


O pastor presidente Júnior Calais, também disse de sua alegria pela realização do evento, parabenizou o pastor Antônio Rosa pelo lançamento do livro e agradeceu a presença de todos. No final os convidados foram brindados com exemplares do livro, os quais receberam autógrafos do pastor Antônio Rosa e do escritor.




ANEXOS












sábado, 13 de fevereiro de 2016

Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga tem nova liderança

Pastor Antônio Rosa pede sua jubilação e o Ministério elege por aclamação o Pastor José Martins de Calais Júnior.


Depois de permanecer no cargo de Presidente das Assembléias de Deus Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga por 37 anos, Pastor Antônio Rosa da Silva (78), pediu a sua jubilação. O ministério se reuniu em Assembléia Geral Extraordinária no dia 12 de fevereiro de 2016, e aprovou o nome do Pastor José Martins de Calais Júnior, que até então exercia a primeira vice-presidência. Pastor Antônio Rosa, que hoje completa 54 anos de profícuo ministério, permanece como Presidente de Honra. 

Em tratamento de sua saúde, e entendendo ter chegado o momento de descansar do labor ministerial que no dia 13 de fevereiro (hoje portanto) completou 54 anos desde o dia em que foi designado pelo saudoso Pastor José Alves Pimentel para sair ao campo de evangelização, o querido pastor Antônio Rosa da Silva, resolveu solicitar a sua jubilação. Após ser analisado, a diretoria da igreja acatou o seu pedido. 



Nasceu no dia 03 de maio de 1937, na localidade de Água Parada, então município de Mesquita (MG). Filho de Joaquim Antônio Rosa e Maria Rosário da Silva. Ainda novinho, os pais faleceram, sendo então criado pelos avós João Maria da Paz e Josefina Pedro da Silva.
Em 25 de novembro de 1951, com apenas 14 anos de idade, numa escola dominical onde morava, aceitou a Cristo como Salvador.

Aos 26 de outubro de 1952, foi batizado nas águas pelas mãos do Pastor José Alves Pimentel, e batizado com o Espírito Santo no dia 23 de junho de 1953. Logo nos primeiros dias de sua fé, começou a cooperar na igreja, auxiliando na escola dominical, pregando a Palavra de Deus e dirigindo cultos. Naquela época, dirigiu as congregações de Naque, Naquinho, Gama e Queroga.

Em 13 de fevereiro de 1962, quando ainda funcionário da CAF (Companhia Florestal Acesita), onde trabalhava como auxiliar de escritório, foi chamado para o trabalho do Senhor, através do Pastor José Alves Pimentel que o designou para a cidade de Mesquita (MG) onde havia apenas uma senhora viúva crente com os seus filhos. Em março de 1963, o jovem Antônio Rosa da Silva foi ordenado evangelista. 


Recebeu a consagração ao ministério pastoral, no dia 24 de março de 1971, durante a convenção estadual em Belo Horizonte. Em 1972, foi eleito vice-presidente do Campo de Coronel Fabriciano e aos 22 de maio de 1978, com o falecimento do pastor José Alves Pimentel, Antônio Rosa da Silva, foi eleito o pastor presidente. 


Após pastorear as congregações de Ipatinga (centro), Melo Viana e Bom Retiro, Vila Celeste, novamente a igreja central de Ipatinga e presidir com muito amor e carinho um campo que abrange 12 municípios, Pastor Antônio Rosa resolve passar a direção para poder melhor cuidar de sua saúde. 


Durante a reunião do ministério realizada na tarde do dia 12 de fevereiro de 2016, o nome do Pastor José Martins de Calais Júnior, que até então vinha exercendo o cargo de 1º vice-presidente, foi indicado para suceder ao Pastor Antônio Rosa da Silva na presidência do Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, e feito a eleição por aclamação. 



QUEM É O NOVO PRESIDENTE



Nascido no dia 28 de julho de 1966 no Distrito de São Cândido - Caratinga (MG), Júnior Calais é filho de José Martins de Calais e Zilca Ferreira de Calais.

Casou-se em 05 de fevereiro de 1994 com a jovem Vânia Gonçalves de Oliveira que lhe deu os filhos Ana Elisa e Micael Douglas.

Júnior teve o privilégio de nascer num lar cristão, onde a Palavra de Deus e os bons costumes tinham primazia. Adolescente ainda, no dia 09 de novembro de 1980, foi batizado nas águas pelo pastor Antônio Rosa.

Aos 16 anos de idade, participando de uma manhã missionária teve a convicção de que Deus o chamava para Sua Obra. No dia 08 de julho de 1988, durante a realização do SENEP em Coronel Fabriciano, o pastor Geziel Gomes usado por Deus, disse que ali no templo havia um rapaz que o Senhor havia chamado para a Obra Missionária. Era a confirmação que ele esperava. Logo foi à frente e recebeu o batismo com o Espírito Santo.

Após fazer o Curso de Teologia no IBAD por três anos, trabalhou na AD em Ipatinga como líder de jovens. 

No dia 10 de outubro de 1992 foi separado ao diaconato, em 24 de julho de 1994 consagrado presbítero. A partir de então começou a dirigir congregações. Nessa época pastoreou as igrejas de Jardim Panorama e Amaro Lanari.  

No mês de outubro de 1996 ele e sua esposa foram enviados ao campo missionário do México, ali permaneceram por dois anos e deixaram duas igrejas plantadas. No México nasceu a primeira filha do casal. Retornando à Ipatinga, pastoreou as seguintes igrejas: Iguaçu e Caravelas.

No dia 09 de outubro de 1999 foi consagrado evangelista e aos 22 de março de 2004 ordenado ao ministério de pastor. Foi durante anos diretor do Departamento de Missões Boas Novas, e nessa função visitou os missionários na Argentina, Bolívia, Guiné-Bissau, México, Paraguai, Venezuela e também esteve na Índia e nos Estados Unidos. Em sua administração a Missão Boas Novas atingiu resultados expressivos. Além dos missionários espalhados em vários paises, o departamento também fez diversas parcerias, objetivando a evangelização dos povos não alcançados pelo Evangelho.  Além disso presidiu a Ação Evangélica de Amparo aos Necessitados de Ipatinga e foi um dos fundadores do CEMORIÁ (Centro de Reabilitação Moriá). Pastoreou as congregações do Templo Central de Ipatinga, Bairro Iguaçu, Bairro Caravelas e atualmente é o pastor do Templo-Sede em Coronel Fabriciano. 

Com a convicção da chamada de Deus em sua vida, José Martins de Calais Júnior é um pastor-missionário e por isso louva ao Senhor por estar envolvido em missões e também por estar pastoreando igrejas. Ele é grato aos pais que o ensinaram a amar a Obra de Deus e a querida esposa que sempre o apoiou em seu ministério.

Esperamos que o novo presidente, Pastor Júnior Calais tenha muito sucesso nessa nova trajetória, e que as igrejas do Campo de Coronel Fabriciano possam continuar crescendo e se desenvolvendo no aspecto numérico quantitativo, mas também em qualidade espiritual, porque de uma coisa temos certeza: ele aprendeu muito com o seu pastor e mestre Antônio Rosa da Silva, o qual permanece como nosso Presidente de Honra.

Presidente de Honra Pastor Antônio Rosa da Silva e esposa Luzia Ramos da Silva


Momento solene da posse como novo presidente
 da AD Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga
Nova diretoria da igreja


Pastor Presidente Júnior Calais e esposa Vânia Gonçalves



Nova diretoria da igreja
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Missionário Gustavo Bergström

Missionário da Assembléia de Deus norte-americana, evangelista, colportor, pastor e pioneiro de Assembléias de Deus em Minas Gerais, Goiás e São Paulo.



Considerado como herói anônimo, talvez até pelo fato de não gostar de aparecer como muitos. Não existe quase nenhuma fotografia do Missionário Gustavo Bergström disponível nos registros históricos, nem mesmo no acervo da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD). Sabemos, porém, que ele foi um desbravador do Evangelho, percorrendo cidades e vilas dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo onde plantou a semente que frutificou tornando-se em grandes igrejas. Apesar de não ser famoso, foi um grande missionário.
 


Nascido aos 07 de agosto de 1907, em Rattwick, na Suécia, Gustavo Albin Bergström era o segundo mais novo de sete filhos. Teve uma infância um tanto quanto difícil, pois seu pai alcoólatra, abandonou a família logo depois de seu nascimento. Sua mãe, abandonada e tendo de sustentar os filhos, passou a trabalhar fora. O emprego que ela conseguiu envolvia muitas viagens. As crianças foram distribuídas em casas de parentes e amigos, e o pequeno Gustavo foi morar em uma fazenda. 

Depois de muitas dificuldades, a mãe de Gustavo conseguiu reunir os filhos novamente e em 1923, a família se mudou para os Estados Unidos, indo residir próximo da cidade de Boston, em Massachussets. Gustavo estava com 16 anos. Ainda adolescente, enquanto estudava o inglês, ingressou no boxe, e tornou-se um famoso pugilista. Parecia querer seguir a carreira, mas Deus tinha outros planos em sua vida. Ele se machucou gravemente no ouvido esquerdo, o que o afastou do ringue.
Em 1928, como resposta às orações de sua irmã Ana, o jovem Gustavo aceitou a Cristo como Salvador. A transformação espiritual foi completa. Gustavo logo estava estudando na Boston Bible Training Scholl (Escola Bíblica de Boston) dirigida pela Christian and Missionary Alliance (Aliança Cristã Missionária). O fervor missionário desta denominação avivou a alma de Gustavo, que começou a considerar um trabalho missionário de tempo integral.
No início de 1929, ele mudou-se para Hartford, Connecticut e começou a freqüentar uma Igreja Batista Sueca. Durante uma reunião de oração, Deus derramou o seu Espírito de forma marcante, e vários crentes foram batizados com o Espírito Santo. A igreja foi dividida por causa do falar em línguas, e os novos pentecostais deixaram-na e formaram a Assembléia de Deus. Esta igreja tornou-se a casa de Gustavo, a qual mais tarde o sustentou no campo missionário por 56 anos.
No outono de 1929, Gustavo matriculou-se Central Bible Institute (Instituto Bíblico Central) atual Central Bible College (Faculdade Central Bíblica), em Springfield, no Missouri, para se preparar para o serviço missionário. Após três anos de estudo naquela instiuição, ele continuou ainda por um ano pregando e evangelizando. 
Em 25 de novembro de 1933, viajou com destino ao Brasil e duas semanas após desembarcou no porto de Santos – SP, sendo recebido pelo missionário Samuel Hedlund. O primeiro período de Gustavo Bergstrom no campo durou somente um ano e nove meses. Seus contatos eram em grande parte com missionários suecos que atuavam no Brasil, principalmente o missionário Aldor Petterson, com quem Gustavo viajou para diversos lugares para evangelizar e fundar igrejas. Nessa época fundaram a AD em Itajubá – MG e viajaram até Catalão – GO onde fundaram outra igreja. Em 1934, ficou conhecendo a missionária Erma Miller, com quem trabalhou durante algum tempo.
Em agosto de 1935, retornou aos Estados Unidos poucos dias após completar 28 anos de idade, onde pretendia reencontrar aquela que seria sua futura esposa, a jovem Alice Davidson, uma ex-colega de seminário. Enquanto Gustavo esteve no Brasil, ele e Alice sempre se comunicavam por cartas, até que ele resolveu que chegara o momento de unirem suas vidas através do casamento. No final de setembro de 1935, Gustavo Albin Bergstrom e Alice Margarete Davidson se casaram em Waukegan, Illinois. 
No mês de janeiro de 1936, num dia frio, os recém-casados viajaram para o Brasil e fixaram residência em Campinas – SP. Pouco tempo depois se mudaram para Itajubá – MG, onde Gustavo havia ministrado ainda solteiro.
O missionário Gustavo Bergstrom, que alguns carinhosamente o chamavam de “o velho Gustavo”, dedicou 56 anos de sua vida à obra do Senhor no Brasil, ministrando em vários estados, especialmente Minas Gerais e São Paulo.
Após cerca de dois anos em Itajubá, a família Bergstrom se mudou para Belo Horizonte, onde já existia uma grande igreja fundada pelo pastor Clímaco Bueno Aza. Na capital mineira permaneceu por três anos, quando foi pastor interino substituindo o missionário Nils Kastberg que havia se transferido para o Rio de Janeiro. 
Pastoreou a AD em Divinópolis durante doze anos, onde construiu o templo-sede. Depois se mudou para São Paulo, onde permaneceu por oito anos. Durante este período, ele fundou várias igrejas na grande São Paulo e em Minas Gerais. O coração de Gustavo Bergstrom ardia pelas várias cidades não alcançadas às margens do Rio São Francisco. Este imenso rio tem cerca de 3200 quilômetros de extensão e em seu percurso, passa a 65 km de Montes Claros. Ele ajudou a levar o Evangelho a algumas cidades e iniciou um ministério de evangelismo utilizando o rio, que constantemente percorria de barco. Entre os anos de 1972 e 1978, Gustavo fez inúmeras viagens para Montes Claros, onde desenvolveu importante trabalho.
O missionário Gustavo Bergstrom chegou pela vez ao Brasil em 25 de novembro de 1933 e retornou para os Estados Unidos pela última vez no outono de 1989. Seus anos como missionário ativo poderiam ser divididos em três fases, como a seguir:
1933 a 1958 – Evangelismo literário e fundação de igrejas, a maior parte em Minas Gerais.
1959 a 1966 – Fundação de igrejas em menor escala na grande São Paulo.
1967 a 1989 – Criação de Institutos Bíblicos em Minas Gerais e São Paulo.

Além de ter sido um extraordinário fundador de igrejas, notadamente no sul de Minas, foi dos maiores distribuidores de folheto, como jamais se conheceu no Brasil. O evangelista Bernhard Johnson, de saudosa memória, chegou a afirmar que, há, pelo menos, 250 cidades onde Gustavo Bergstrom estabeleceu igrejas.
Enquanto cooperava com o Instituto Bíblico da Assembléia de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba – SP, ele incansavelmente levava alunos a evangelizar em dezenas de igrejas. Com a ajuda de jovens abnegados, ou, por vezes, sozinho, este soldado de Jesus disseminou bem mais de um milhão de folhetos, sem mencionar os livros e porções da Bíblia que ele vendia ou distribuía.
No outono de 1989, Gustavo sofreu um leve derrame e precisou da ajuda de colegas missionários e seus filhos para voltar aos Estados Unidos, indo residir em Kenoscha. O pequeno derrame que ele sofrera no Brasil o deixou em uma frágil condição. Sua audição e visão estavam falhando.
Em novembro de 1994, o missionário Gustavo Bergstrom se mudou para a Maranatha Village, um complexo de aposentadoria das Assembléias de Deus em Springfield. Muitos missionários aposentados consideravam Maranatha um “paraíso de descanso” num ambiente agradável. 
Após dois anos no Maranatha Village, a saúde de Gustavo começou a deteriorar-se rapidamente. Em janeiro de 1997, ele foi transferido para a enfermaria do Maranatha após uma breve estada no hospital. No dia 23 de janeiro de 1997, o missionário Gustavo Bergstrom, passou para o descanso eterno.
Ele foi considerado por muitos como um herói anônimo. Nunca se tornou famoso, mas foi um dos maiores missionários pioneiros já enviados pelo Conselho Geral das Assembléias de Deus dos Estados Unidos, ao Brasil. Não era um eloqüente pregador ou dotado de predicados políticos, mas um homem de coragem, cujo coração batia com o santo zelo de ganhar almas para Cristo e fundar igrejas. 
Ao falecer, o missionário Gustavo Bergstrom deixou saudosos a viúva, irmã Alice, seus quatro filhos: Robert, Richard, Ruth e Ronald, todos residente nos Estados Unidos, mais sete netos e um irmão residente na Califórnia. 


Antigo Templo-Sede da AD em Divinópolis - MG, inaugurado pelo Missionário Gustavo Bergström

      
Livro da biografia do Missionário Gustavo Bergström, editado pela CPAD em 2002




terça-feira, 17 de novembro de 2015

Morre o cantor Luiz de Carvalho

Ele sofreu um AVC isquêmico e voltou a ser internado no dia 27 de outubro


Faleceu na madrugada desta terça-feira (17), por volta das 4h30, o cantor Luiz de Carvalho. O cantor estava internado, no Hospital da Unimed, em São Bernardo do Campo (SP), desde o dia 27 de outubro, quando sofreu um AVC isquêmico.

Luiz de Carvalho dedicou toda a sua vida ao serviço do Reino. De acordo com palavras da filha numa rede social, “Luiz foi um homem que deu sua vida pelas outras pessoas”.

Luiz de Carvalho serviu a Deus servindo às pessoas que estavam ao seu redor. Sempre humilde, foi cantar nos cantinhos mais distantes e inacessíveis deste grande Brasil. Viajou pela Europa e Estados Unidos pregando o Evangelho, levando a mensagem de Cristo a todas as pessoas. Sua voz inconfundível e marcante entoava os louvores de maneira singela, e através destes louvores o Espírito Santo de Deus tocou no coração de milhares de pessoas.
Luiz de Carvalho tinha 90 anos. Ele nasceu em Bauru (SP), em 16 de maio de 1925. Ele foi o primeiro cantor evangélico a gravar um LP. O cantor lançou mais de 40 álbuns, 2 DVD´s e um livro.
Informações sobre velório / sepultamento:
Hoje - 17/11/2015
Culto fúnebre e velório na Igreja Batista Paulistana
Endereço: Rua Bueno de Andrade, 679 Aclimação - São Paulo
Horário: 20h
Amanhã 18/11/2015
Culto fúnebre na Igreja Batista Paulistana
Endereço: Rua Bueno de Andrade, 679 Aclimação - São Paulo
Horário: 9h
Amanhã 18/11/2015
Sepultamento no Cemitério Vila Euclides
Endereço: Praça da Saudade, 01 - Jardim do Mar, São Bernardo do Campo - SP, 09726-140
Horário: 11h30


Fonte: CPADnews

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Morre, em São Paulo, presidente da Assembleia de Deus em Alagoas

O presidente da Assembleia de Deus em Alagoas (AD/AL), pastor José Antonio dos Santos, 82 anos, faleceu na manhã desta sexta-feira, 24, em São Paulo, onde estava internado. Nesta quinta-feira, 23, o pastor foi submetido a uma cirurgia no Hospital Santa Paula, em São Paulo, foi levado à UTI, mas morreu devido a complicações no fígado.

No último sábado, 18, o Alagoas 24 horas havia publicado matéria sobre a fragilidade da saúde do pastor, o que foi veementemente negado por familiares e integrantes da AD em Alagoas, que informaram que o pastor estava internado para tratamento contra estafa e para estabilizar taxas. Ontem, em nota oficial, a Assembleia de Deus informou que o pastor estava internado desde o começo do mês na unidade hospitalar e pedia orações. As causas oficiais da morte não foram divulgadas.

O pastor Zé Neco além de presidir a Assembleia de Deus é líder da Umadene, conferencista internacional e pai do ex-deputado Jota Cavalcante. Ainda não há informações sobre o sepultamento, que deve ocorrer aqui em Maceió.

Confira na íntegra a nota da Assembleia de Deus:

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Alagoas comunica, com pesar, o falecimento do pastor-presidente José Antonio dos Santos, aos 83 anos, ocorrido na manhã desta sexta-feira (24).

Segundo a família, após uma fase de tratamento, desde o início deste mês, no Hospital Santa Paula, na região de Santo Amaro, em São Paulo, o pastor José Neco, como é conhecido carinhosamente, não resistiu, devido a uma falência múltipla dos órgãos, causada por disfunções hepáticas.

A família do pastor comunica ainda que o corpo chegará em Maceió amanhã, 25 de julho, pela manhã. A cerimônia de despedida acontecerá na igreja-sede, na Rua Moreira e Silva, bairro do Farol.

Nesta quinta-feira à noite, 23 de julho, o pastor José Neco se submeteu a uma cirurgia. Segundo familiares, houve complicações no funcionamento do fígado, por isso a necessidade de exames mais específicos em outro Estado. E a intervenção cirúrgica se fez necessária.

A denominação, no qual o pastor presidiu durante 30 anos, tem mais de 150 mil membros em Alagoas, sendo cerca de 40 mil em Maceió. Atualmente, a instituição possui 150 congregações na capital e conta com 120 campos no interior do Estado, inúmeras subcongregações e 564 pastores, sem contar os presbíteros e diáconos.

Além de presidente da AD em Alagoas, era líder da União de Ministros das Assembleias de Deus no Nordeste (Umadene) e vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).

Fonte: www.alagoas24horas.com.br

sábado, 4 de julho de 2015

Mudança de direção na AD em Belo Horizonte

Pastor Moisés Silvestre renuncia e Pastor Simoni é eleito


Contando com 36 mil membros ativos e em comunhão em seu Rol de Membros, a Assembléia de Deus de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, realizou na noite de quarta feira, 1º de julho de 2015, em seu templo-central situado a Rua São Paulo, nº. 1341, Bairro Lourdes, através de Edital de Convocação publicado por sua diretoria, a Assembléia Geral Extraordinária, para eleição do novo Pastor Presidente. Tal fato ocorreu devido a renúncia do Pastor Moisés Silvestre Leal, que estava na liderança do Ministério desde o dia 21 de dezembro de 2009 quando foi jubilado o Pastor Anselmo Silvestre (seu avô), que já dorme no Senhor.

Dois pastores se candidataram para o cargo vacante: Celso Modesto Venâncio e Simoni Hélio de Moraes. Ao final da apuração, o eleito com 84% dos votos válidos foi o pastor Simoni, que estava servindo a igreja, em sua diretoria como 1º vice-presidente.

A diretoria da Convenção dos Ministros das Assembléias de Deus no Estado de Minas Gerais (COMADEMG), sob a presidência do Pastor José Vieira Izidório acompanhou todo o processo eleitoral que cumpriu todas as exigências estatutárias e após o resultado da AGE deu posse ao novo Presidente.

Segundo informações disponibilizadas através de redes sociais da igreja, no dia 08 de julho será realizado um culto de ação de graças, em gratidão a Deus pela eleição e posse do novo líder do Ministério de Belo Horizonte.

Ex-presidente e o novo presidente eleito com a esposa 





Fonte: http://www.tiagobertulino.com.br/

segunda-feira, 23 de março de 2015

A Chama Pentecostal chega à Terra da Luz

O ano de 2014 foi de muitas comemorações para a Assembleia de Deus no Ceará. Nessa data, os ministérios da AD local, festejaram os 100 anos de implantação da maior igreja pentecostal do Estado. Muitos eventos marcaram a efeméride, entre eles o lançamento do livro A Chama Pentecostal chega à Terra da Luz: Breve História das Assembleias de Deus no Estado do Ceará 1914-2014, do historiador Ruben Maciel Franklin.

Engana-se porém, quem imaginava que a obra do jovem doutorando em História Contemporânea pela Universidade Federal Fluminense seria um livro - como tantos outros - de caráter simplesmente comemorativo e ufanista sobre a AD local. Franklin, em uma intensa pesquisa, a qual durou 8 meses, tenta (segundo ele mesmo na introdução), "embora de forma acanhada, de explicar o processo de chegada, implantação, consolidação e expansão das ADs no território cearense". Em suma, a obra contextualiza o movimento pentecostal no Ceará de forma abalizada.

Na opinião especializada do Historiador Maxwell Fajardo (Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo e Doutorando em História pela UNESP), o livro possui "uma visão crítica e competente que foge de uma abordagem que gira meramente em torno de datas e pessoas importantes" e "destaca-se pelo rigor metodológico desvinculado de preconceitos tantas vezes presentes no meio acadêmico quando o assunto é o estudo do pentecostalismo". Como destaca também Gedeon Freire Alencar (Doutor em sociologia) no prefácio que a obra "comprova que competência acadêmica e integridade assembleiana, podem sim andar juntas".


Uma visão crítica e competente da história
Nos 3 primeiros capítulos, o autor destaca as origens do pentecostalismo no Brasil e no Ceará, sua implantação e consolidação. Sem se render aos "mitos fundantes" que cercam a história pentecostal, Franklin nota que certas condições eclesiásticas e culturais deram a "invasão dos pentecostista" vantagens em seu avanço pelo sertão.
...as estiagens e as migrações aceleraram o processo de interiorização da igreja; contudo, se não fosse o trabalho anterior da IPI (Igreja Presbiteriana Independente), ensaiando a construção de uma comunidade evangélica a partir dos laços de parentesco e compadrio pré-existentes, dificilmente as ADs teriam obtido êxito imediato.
Franklin não desconstrói os mitos e nem desvaloriza o trabalho dos pioneiros, porém os contextualiza em seu habitat e ethos sertanejo.

No capítulo 4 (1932 a 1960, os anos de "comunhão"), o escritor descreve o crescimento da AD, bem como seu processo de institucionalização. Nesse momento, a liderança do pastor José Teixeira Rêgo se consolida, e a formação de um ministério se faz necessário. Porém, junto com o crescimento e prosperidade da obra, tensões começaram a se formar no interior da igreja. O historiador identifica o antagonismo entre o pentecostalismo rural e o urbano, o qual tinha no pastor Teixeira Rêgo um ponto de equilíbrio. Sua morte representa o fim dos anos de "comunhão".

No 5º capítulo (1960 a 1985, os anos da "política braba"), as consequências da morte do pastor José Teixeira se fazem sentir na traumática sucessão do mesmo na década de 1960, a qual chamou a atenção da imprensa cearense da época. De um lado estava o genro e deputado estadual Luiz Bezerra da Costa, do outro o pastor Emiliano Ferreira da Costa. Luiz representante do pentecostalismo urbano, e Emiliano símbolo do pentecostalismo rural numa queda de braço que extrapolou os limites do Ceará e foi parar na Convenção Nacional, e resultou em amargas lembranças.

Finalmente no capítulo 6, denominado "os anos das Convenções" (1985-2014), Franklin de maneira sucinta narra e analisa o processo de fragmentação da AD no Estado. A denominação cresce, mas se divide em ministérios concorrentes. Ministérios que se adaptam aos novos tempos, e a um "mercado religioso cearense" que "já havia sido alterado significativamente" nesse período.

Com boa bibliografia, e pesquisas em fontes primárias como o Mensageiro da Paz e o periódico O Estandarte da Igreja Presbiteriana Independente, o livro A Chama Pentecostal chega à Terra da Luz é um trabalho marcante por suas abordagens históricas e sociais. Excelente fonte de conhecimentos e reflexões sobre as ADs de um modo geral. O livro segundo seu autor "não será uma aventura fácil ou facilmente assimilado; por outro lado, não se mostrará um desafio hérculeo ou impossível. Apenas um desafio. Aceite-o". Fica então o convite...

Fonte: Blog "Memórias das Assembléias de Deus" 
http://mariosergiohistoria.blogspot.com.br/