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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CORAL MARANATHA, 53 ANOS DE LOUVOR NO CEARÁ

Prosseguindo em conhecer a origem dos corais que têm importante atuação nos cultos da Assembléia de Deus, como também de outras igrejas evangélicas em nosso Brasil, contamos hoje a história do “Coral Maranatha”, importante órgão do Departamento Musical da Assembléia de Deus Ministério de Bela Vista, em Fortaleza (CE), cujo líder é o Pastor José Teixeira Rego Neto (Pastor Teixeirinha).


O Coral Maranatha tem sua trajetória paralela à história da AD em Bela Vista, sendo fundado em 1º de maio de 1964. O Ministério de Bela Vista, tinha como líder na época, o saudoso pastor Dr. Luiz Bezerra da Costa. A estréia do coral aconteceu durante a inauguração da congregação de Vila Santo Antônio, sendo o fundador e primeiro regente, o maestro Dr. Edmar da Cunha Barcelos, que atualmente reside em Brasília. O primeiro hino cantado pelo coral foi “Há um País de eterna Luz”, o de nº 548 do Hinário Adventista (https://www.youtube.com/watch?v=FjCiEYHGwPw).

Este talentoso coral além de suas atuações nos trabalhos daquela igreja cearense, também se apresentou por diversas vezes em convenções, cruzadas evangelísticas, aniversários de igrejas, como também viagens ao Piauí e Rio Grande do Norte, além de centenas de apresentações em igrejas da capital e do interior. Também fez apresentações especiais no Palácio da Abolição em Fortaleza, com a presença do então governador Plácido Aderaldo Castelo.

Na liderança do Coral Maranatha, além de seu fundador, atuaram ainda os seguintes regentes: Denise Pereira, Tamar Jorge da Silva (por duas gestões), Donato de Castro (duas gestões) e Marta Maria de Souza Medeiros, que iniciou sua liderança em março de 2011, sendo a atual maestrina.

Este belo coral não apenas limitou-se a desempenhar atividades de canto, mas sempre teve atuação evangelística, espiritual e social em prol do trabalho do Senhor e do Ministério de Bela Vista. O Coral Maranatha é uma lenda da AD Bela Vista, encantando a todos pelos louvores sacros que tocam os corações e emocionam vidas, sendo canal de Deus para salvação de muitas almas e transformação de famílias.

Uma das maestrinas mais atuantes e de reconhecido valor, tem sido a irmã Tamar Jorge (filha do casal de pioneiros Francisco Jorge e Isabel Jorge), que além de reger o Coral Maranatha por mais de 16 anos, também fundou o Coral Sinfonia de Louvor, na congregação da Rua Viriato Ribeiro, no mês de maio de 2009, resultando desse trabalho a gravação de um DVD desse grupo em 27 de dezembro de 2013.
Outro maestro, o irmão Donato de Castro, de saudosa memória, é sempre lembrado pelo seu esforço de aprendizagem e atuação na música. Antes de reger o coral, ele costumava ir aos cultos levando um gravador, para gravar os hinos que o coral cantava. Serviu como maestro por quase 23 anos e sempre é lembrado pelo seu carinho e dedicação. O fundador do coral, Dr. Edmar Barcelos é sempre lembrado por sua dedicação ensinando música para dezenas de componentes do coral.

O Coral Maranatha prossegue em sua caminhada, louvando ao Senhor com suas cantatas e apresentações especiais, sob a direção da maestrina Marta Medeiros.

Fonte: Livro histórico “ASSEMBLÉIA DE DEUS BELA VISTA – Uma Igreja, muitas histórias e milhares de vidas”, de autoria do Pastor Jimmy Barbosa Pessoa, (Páginas 220 e 221). 



Foto Histórica do Coral Maranatha da AD Ministério de Bela Vista - Fortaleza - CE


 Coral Maranatha cantando o hino "ASAS DA ALVA"

CORAL ÁGAPE, LOUVOR E DEDICAÇÃO EM JUNDIAÍ

Preservar o canto coral numa igreja não tem sido tarefa fácil ultimamente, porém, a Assembléia de Deus em Jundiaí (SP) sob a liderança do Pastor Esequias Soares da Silva, tem levado a sério este segmento musical. Voltemos no tempo para conhecermos a origem do Coral Ágape que canta e encanta os assembleianos daquela cidade paulista, há 68 anos completados este mês.



Em fevereiro de 1949, chegou a Jundiaí o irmão Virgílio José dos Santos, procedente do Rio de Janeiro para trabalhar como administrador das obras de construção das dependências do Exército Nacional. Por ser evangélico da Assembleia de Deus, logo encontrou a igreja local que se reunia na Rua Wately, 366, e apresentou-se ao pastor Juvenal Roque de Andrade, então líder naquela ocasião. Ciente de que o irmão Virgílio se achava sozinho na cidade, sem sua família, o pastor abriu-lhe as portas de sua casa, para que ali o irmão fizesse as refeições.

Logo no primeiro dia em que compareceu à casa do pastor, viu sobre a mesa um violão. Afinou-o e, sob o som de alguns harpejos, num impulso natural de músico, começou a cantarolar um hino da harpa. Pastor Juvenal, emocionado, quis saber sobre sua atividade na igreja de origem e foi informado que Virgílio havia sido regente de coral. A igreja em Jundiaí vinha orando há algum tempo para que Jesus enviasse um músico, era resposta das orações. Assim, o pastor Juvenal convenceu o irmão Virgílio a fundar na Igreja um coral.

Comprometido com Deus e com a Igreja, o irmão Virgílio iniciou imediatamente as aulas de música para alguns irmãos e os ensaios, em quatro naipes, fundando, desse modo, naquele ano de 1949, o coral. O primeiro hino ensaiado foi o número 412 da Harpa Cristã “JESUS CRISTO BEM AMADO”, que foi cantado no último domingo do mês de fevereiro, dia 27, inaugurando assim o coral tão esperado. Na ocasião eram aproximadamente trinta componentes, que foram os pioneiros.

Desde a fundação, em fevereiro de 1949, até o presente momento, o Coral Ágape contou com a participação dos seguintes maestros: Virgílio José dos Santos (já falecido); Loyde de Andrade Souza; Joaquim Gonçalves de Oliveira (falecido); José Chaves Amorim (falecido); Leontina Rudzit (esposa do pastor Alfredo Rudzit, ambos falecidos); Maon Rodrigues Bastos, de 1960 a 1962 (falecido); Antonio Teixeira Nunes de 1963 a 1965; Moisés do Prado, de 1965 a 1988; Antonio Teixeira Nunes, de 1989 a 1992; novamente Maon Rodrigues Bastos, de 1993 a 1994 (também já falecido); pela terceira vez o maestro Antonio Teixeira Nunes, de 1994 a 2000; Éder Palomo, de 2001 à agosto de 2009; Anderson Figueiredo, de agosto à dezembro de 2009; voltando novamente a regência o irmão Antonio Teixeira Nunes que atuou de junho de 2010 a Junho de 2012. Em julho de 2012 assumiu a regência do Coral Ágape a atual maestrina Luciene Guitarrari Bastos.

Atualmente, o Coral Ágape é composto por 65 coristas, sob a direção da Maestrina Luciene Guitarrari, tendo como pianista Sara de Almeida Muniz. Além de cantar em todos os cultos de domingo e Santa Ceia no Templo-Sede da Assembleia de Deus em Jundiai, o Coral Ácape também louva ao Senhor nas conferências missionárias realizadas anualmente pela AD em Jundiaí (Ministério Belém), em cantatas de Páscoa e Natal e outros eventos da igreja, tais como formaturas da "Escola Superior de Teologia Pastor Elyseu Queiroz de Souza" e do CEPEC (curso de formação de professores de crianças).

O grupo desenvolve um repertório que vai dos hinários mais tradicionais a cantatas como "Experiência com Deus", de Gary Rhodes e Claire Cloninger, e “Deus por Nós”, de Camp Kirkland e Tom Fettke, com acompanhamento de piano e também junto com a Orquestra Ágape, que tem como maestro o Capitão Músico da Polícia Militar Clebio de Azevedo.

Em 16/12/2016, Coral e Orquestra Ágape adoraram a Deus com a cantata "Um Natal Inesquecível", de Claire Cloninger e Gary Rhodes no Teatro Polytheama, em Jundiaí. A mesma obra também foi executada no dia 18/12/2016 na Vila Vianelo, onde so localiza o templo central do ministério de Jundiaí.

Agradecimentos à maestrina Luciene Guitarrari, por ter nos enviado o texto para complementação deste histórico, ao mesmo tempo em que parabenizamos a AD em Jundiaí pela existência desse belo coral, bem como o apoio aos demais grupos musicais.

Fonte: Site da AD em Jundiaí http://www.adjundiai.org.br/sobre.php?destaque=212




Coral da AD em Jundiaí sob a regência da irmã Leontinha Schause Rudzit (1960)


Coral da AD em Jundiaí, cantando em um culto de batismo no templo-Sede


Coral Ágape da AD em Jundiaí - SP em um de seus ensaios
sob a regência da maestrina Luciene Guitarrari


Coral e Orquestra Ágape da AD em Jundiaí - SP, apresentando a Cantata Deus por nós


Coral Ágape, cantando o hino "GLÓRIA E LOUVOR" de Gordon Young


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CÂNTICOS DE SIÃO - UM GRANDE CORAL EM IMPERATRIZ

"Que os altos louvores à Deus, estejam sempre em nossos lábios".

Meus irmãos vamos às nossas histórias de corais. Os músicos mais antigos devem se lembrar que nas décadas anteriores, principalmente as de 60/70 era comum cada igreja ter o seu coral. Hoje está ficando cada vez mais raro, hem? O que está acontecendo? falta de líderes musicais? falta de motivação dos crentes em se interessar pela música coral? falta de apoio dos pastores no incentivo à musical coral? Não sabemos. Precisamos rever isso, pedir à Deus que possa ressuscitar em nosso meio o gosto pela música coral, despertar músicos para essa área.

Hoje vamos conhecer um pouco a organização musical que existe na Assembléia de Deus em Imperatriz (MA), bem como a trajetória do Coral Cânticos de Sião, da Congregação Jerusalém que é a Sede da AD em Imperatriz, cujo líder é o dinâmico pastor Raul Cavalcante Batista.

O Ministério da Música daquela igreja maranhense, é formada pelos grupos musicais e tem como objetivo organizar, instruir, desenvolver e reunir os grupos em um só propósito: louvar e adorar a Deus. Orquestras, corais, bandas, equipes de louvor, grupos de coreografia, escolas de músicas estão todos agrupados nesse Ministério que é dirigido pelo Pr. Arão de Sousa Lima, o qual tem uma grande equipe de líderes que fazem parte das comissões e conselhos e o ajudam nessa importante organização.

O Coral Cânticos de Sião (na verdade um grande coral) é formado por 15 corais de diversas congregações totalizando cerca de 500 componentes que se reúnem nos grandes eventos da igreja. Mas, vamos contar a origem desse grupo musical, agradecendo de antemão a gentileza da maestrina Loyde Chaves que nos enviou esses dados históricos.



O Coral teve o seu início no ano de 1954, tendo como primeiro regente um irmão de nome Isaac procedente de Marabá (PA). Ele também era radialista, mas em 1955 ao sofrer um acidente com a queda de um raio ele perdeu a voz e retornou para a sua cidade de origem. Os componentes, porém, resolveram que o coral não seria interrompido e de 1955 a 1956 tiveram um de seus integrantes, o irmão Valdomiro como regente. Também nesse período, cooperou como regente o irmão Hermano Pinheiro Moreira (filho do pastor de saudosa memória Luís da França Moreira, na época líder da igreja em Imperatriz). De 1956 a 1965 o coral teve como regente o maestro Newton Ribeiro da Silva, vindo da cidade de Pastos Bons (MA).

Daquela época para cá, o coral não teve nenhuma interrupção sendo dirigido pelos seguintes maestros: Adauto Alves da Silva (1965 a 1973), Raimundo Francisco Matos (irmão Brito) procedente de Teresina (PI), em cuja gestão o coral ganhou o atual nome (de 1973 a 1992). Na sequência atuaram os maestros: Luís de Sousa Lima (1992 a 1996), Antônio Jorge (1996 a 1997), Geraldo Cardoso de Macedo Júnior (de 1997 à setembro de 1999), Celiano Duarte Cruz (de setembro à dezembro de 1999).

Em janeiro do ano 2000, pela segunda vez assume a regência o maestro Raimundo Francisco Matos, que permanece até o momento, tendo como regente auxiliar a maestrina Loyde Chaves Aguiar, a nossa irmã intermediária neste texto histórico.

Fonte: Site da AD em Imperatriz http://www.apazdosenhor.org.br/site/ e dados enviado pela irmã Loyde Chaves.


Primeiro Templo-Sede da AD em Imperatriz - MA





Coral Câticos de Sião, cantando o hino "JERUSALÉM, CELESTE LAR"

sábado, 28 de janeiro de 2017

Para que serve um Departamento de Música na Igreja?

A propósito da recente reunião realizada no Templo Central da AD em Ipatinga, no dia 27 de janeiro de 2017, para discutir sobre a criação do Departamento de Música das Assembléias de Deus do Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga, em Minas Gerais, pode surgir a pergunta que dá título a este artigo. Ou seja, para que criar um Departamento de Música na igreja?

Ouve-se muito da existência de líderes de igrejas que não apoiam esta ideia, de ter um Departamento de Música e as razões, segundo eles, são várias: músico não gosta de orar; músico não gosta de Escola Bíblica Dominical; músico não frequenta os cultos durante a semana e por aí vai. Até certo ponto eles têm razão! Por outro lado, também, o que falta é a visão do líder em relação ao Departamento de Música (DM). Ele simplesmente não vê a necessidade disso.

Sabemos que tudo é uma questão cultural. Antigamente nossos saudosos pastores achavam que na Assembleia de Deus não havia necessidade de um DM, porque o líder da igreja poderia resolver tudo, sem ajuda de ninguém. O pressuposto desse líder é que prevalecia, e tanto na administração da igreja como na liturgia dos cultos, seguia-se conforme a determinação e o temperamento do pastor. Mas, as coisas mudaram.

Vivemos numa época em que as pessoas estão mais aculturadas, temos muita gente com curso superior e pós-graduadas. Hoje temos entre nós, militares (dentre praças e oficiais), médicos, advogados, engenheiros, professores (e muitos desses universitários), profissionais das mais diversas áreas, etc. E graças a Deus, temos líderes evoluídos e com a mente aberta, que gostam e apóiam uma boa organização musical na igreja.

Hoje o pensamento é que, podemos sim, ter uma excelente organização de música, trabalhando em sintonia com o pastor ou líder da igreja, jamais querendo tomar o seu lugar de líder. O DM passa então a ser um dos braços que sustentam a Obra de Deus. Sem um órgão gestor da música, é impossível o funcionamento perfeito dos grupos musicais, não existe uma programação adequada, não se vislumbra um futuro promissor, por exemplo, se não existe escolas de músicas, não existirá novos instrumentistas, coristas e regentes.

Aí surge a pergunta: porque em muitas igrejas já não existem mais os corais, as bandas trabalham precariamente, os regentes morrem e não deixam sucessores? Os músicos estão desmotivados e isso pode ser uma das respostas porque eles, às vezes, deixam a desejar quanto a participação efetiva e freqüência aos cultos e outros eventos da igreja. A resposta é simples: músico gosta de atuar, músico gosta de organização, músico gosta de música, louvor.

Então o surgimento ou a criação de um Departamento de Música, vem de encontro às necessidades da igreja, de ter uma estrutura musical bem organizada de forma a auxiliar o pastor na liturgia e nas programações diversas. Por isso, louvo a excelente iniciativa de nosso Ministério, na pessoa do Pastor Presidente José Martins de Calais Júnior, também contando com o apoio do 2º vice-presidente, Pastor Raimundo Gilson da Silva, hoje Pastor Regional do Templo Central da AD em Ipatinga.

Então, como organizar de forma eficaz um Departamento de Música?


1 – O Diretor desse DM têm que ser uma pessoa capaz, convertido, membro da igreja, entender (pelo menos um pouco) de música, ser idôneo, freqüente aos cultos, ter uma certa cultura musical, digno de confiança, ter uma ampla visão do que seja uma organização musical e principalmente (a meu ver) que não apóie e nem admita “panelinhas”, tratando a todos os envolvidos com imparcialidade.

2 – O DM é composto de: instrumentistas (bandas, orquestras, conjuntos diversos, etc), cantores vocalistas, corais, equipes de louvor e maestros.

3 – O DM tem as seguintes atribuições:

a) – Organizar (se possível) uma programação anual em conformidade com a diretoria da igreja; manter reuniões regulares durante o ano, para planejamento e avaliação das atividades.
b) – Coordenar atividades e programações musicais da igreja, tais como: aniversários dos templos, do Ministério, do pastor, eventos especiais como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Pastor, Culto dos Militares, Culto dos Idosos, Batismos em geral, Culto de Natal, Ceias, etc.). Grandes eventos como congressos de jovens, adolescentes, das senhoras e cruzadas evangelísticas.
c) – Colaborar com o pastor na liturgia dos cultos rotineiros (hinos, apresentações, cânticos, ofertório, prelúdios e poslúdios).
d) – Zelar pela manutenção dos instrumentos musicais e sonorização, inclusive podendo nomear um coordenador só para esta função.
e) – Trabalhar em prol da criação e/ou manutenção das bandas de música, orquestras, isto é, se preocupar com o bom desempenho desses grupos, na formação de novos alunos e capacitação técnica dos músicos atuantes.
f) – Pela mesma forma, zelar para a manutenção dos corais nas igrejas, incentivando a inserção de novos coristas e novos regentes.
g) – Incentivar a criação de novos corais ou grupos conforme a faixa etária, exemplo: conjunto dos novos casados ou conjunto da terceira idade.
h) – Ajudar na escolha do repertório de cada grupo, conforme a faixa etária e levando em consideração o estilo e o propósito de cada um.
i) – Providenciar apresentações musicais para os cultos da igreja, de acordo com o departamento envolvido (Escola Dominical, Missões, etc).
j) – Preparar, ajudar ou mesmo dirigir o serviço de louvor antes ou durante a programação do culto.
k) – Recomendar para a liderança da igreja, os nomes de cantores solistas, duetos, trios, quartetos, instrumentistas para poderem exercer suas funções. Sabemos que às vezes aparecem tecladistas que nem pertencem a igreja para tocar, só porque foi convidado por um integrante do conjunto. Isso já aconteceu por várias vezes.
l) – Incentivar o maior número de adolescentes, jovens e adultos a estudarem música, visando a cantar no coral ou tocar na orquestra.
m) – Dar suporte musical para todo o programa evangelístico da igreja.
n) – Preparar ou organizar seminários, simpósios, worshop para cada naipe instrumental ou técnica vocal.
o) – Coordenar através de escalas a participação dos cantores, grupos musicais nos cultos, e finalmente,
p) – Criação de escolas (com professores com reconhecida capacidade) para o ensino de teoria musical para que haja bons músicos para a continuidade do trabalho musical na igreja.

Portanto, parabenizo ao Pastor Presidente José Martins de Calais Júnior e ao querido Pastor Raimundo Gilson da Silva por terem a visão dessa necessidade e entenderem o nosso anseio. Espero que com a implantação desse DM no Ministério, nossos músicos instrumentistas, cantores e coristas se sintam mais motivados para realizar a obra do Senhor, de forma eficaz e com qualidade. Que deixemos de lado as picuinhas, as vaidades próprias de músico e vamos trabalhar com um só objetivo, o engrandecimento do Reino de Deus.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Missionário Bernhard Jonhson Júnior

Missionário norte-americano, evangelista, pastor, presidente de Assembléias de Deus em Minas Gerais, pregador de Cruzadas Evangelísticas e fundador da EETAD

Bernhard Johnson Jr. nasceu em Alameda, Califórnia – Estados Unidos da América, em 20 de junho de 1931. Filho de pais escandinavos, o missionário de origem sueca Bernhard Johnson e a norueguesa Antonette Olívia Johnson. Em 1940, quando Bernhard Jr. Tinha apenas nove anos de idade, a família Johnson veio para o Brasil e iniciou um trabalho pioneiro no sul de Minas Gerais. Exatamente 50 anos depois, um outro Johnson, o Terry, retornaria ao Brasil como terceiro missionário da família.

Depois de uma visão divina, quando cursava o quarto ano da faculdade de Engenharia no Instituto Canon em Lavras – MG, a chamada ministerial que tivera pela primeira vez aos nove anos de idade foi reavivada. Imediatamente abandonou todos os seus planos de carreira secular no Brasil e ingressou no Central Bible College, em Springfield – EUA. Lá, ele conheceu, em 1951, Dóris Buckett, de Detroit, Michigan, com quem se casaria um ano depois.

Após a formatura, em 1953, Bernhard Johnson pastoreou a AD em Half Mopn Bay, Califórnia, ano em que nasceu sua filha primogênita Elizabeth Antonette. Dois anos mais tarde, aceitou o pastorado da a igreja em Straling City, Califórnia e, nessa época, Bernhard Johnson começou a sentir a urgência de voltar ao Brasil como missionário. Em 1955, Bernhard Johnson começou a realizar cruzadas evangelísticas e eventos de missões e avivamento em diferentes lugares dos Estados Unidos.


A volta para o Brasil ocorreu em 23 de dezembro de 1957. O missionário Gustavo Bergströn entregou-lhe a direção do campo de Divinópolis – MG, onde pastoreou até 1961, ocasião em que aceitou substituir seu pai, que falecera naquele ano, em Varginha – MG. Mais dois filhos foram acrescentados à família Johnson neste período: Terrence Bernhard Johnson, que nasceu em 1958, e David nasceu em 1961. Por esse tempo, pastor Bernhard Johnson já começara seus trabalhos evangelísticos no Brasil.

Em 1964, recebendo uma chamada especial de Deus para o evangelismo em massa, fundou e presidiu a Cruzada Boas Novas, que o levou a pregar em todos os principais pontos do país e no exterior. Mais tarde a cruzada passou a se chamar Cruzada Bernhard Johnson. De 1967 a 1995, foram 225 cruzadas. Mas tudo começou da seguinte forma: vindo ao Brasil o Evangelista Oral Robert e sendo o pastor Bernhard seu intérprete, inflama-se seu coração para iniciar uma cruzada pelo Brasil. Para iniciar este trabalho ele desafiou os jovens dirigentes da UMADER – União da Mocidade das Assembléias de Deus do Estado do Rio, formando assim sua primeira equipe em 1967, com os seguintes obreiros: Eliel de Carvalho, Joá Caetano, Elienai Cabral, Otoniel e Oziel, estes últimos de saudosa memória.
 

Equipe da Campanha Boas Novas no Rio de Janeiro (Década de 70).

Para trazer equilíbrio à equipe, foi convidado o pastor Elizeu Menezes. Estava fundado o ministério evangelístico “Campanha Boas Novas”, que realizou sua primeira grande cruzada na cidade de Taubaté – SP, onde houve grande manifestação do poder de Deus, e aproximadamente 1300 pessoas se renderam ao Senhor Jesus e muitas curas 
aconteceram em Seu Nome.

O entusiasmo tomou conta do pastor Bernhard e equipe que daí por diante iniciaram uma grande escala de trabalhos, chegando mesmo a marcar Campanhas três anos antes à frente, tamanho o volume de pedidos por todo o Brasil. Com isto, o início foi de muito trabalho, sendo realizado dez Campanhas por ano, exigindo dedicação total.

No início as Cruzadas tinham uma liderança plural. O pastor Bernhard traçava o plano do culto e cada um da equipe sabia o que fazer. No momento certo, cada um se levantava e fazia o que lhe cabia na Cruzada, formando uma corrente contínua. Todo este trabalho da equipe era admirado por todas as denominações, que sabiam que Bernhard havia estado com Jesus. Diante dos milagres ocorridos, ninguém tinha nada a dizer ao contrário, pois via no pastor Bernhard Johnson um homem de equilíbrio, sempre convidado pelas igrejas que estavam vivendo a nova fase do avivamento pentecostal. 
Pastor Bernhard Jonhson e equipe visitando a AD
em Madureira - RJ (década de 60)


A primeira sede da Campanha Boas Novas foi no Rio de Janeiro, no antigo prédio do IBP – Instituto Bíblico Pentecostal, no bairro de São Francisco Xavier, onde se dividia com o IBP, dirigido pelo saudoso pastor Lawrence Olson e com a Emprevan Editora. Dali a sede do ministério foi transferida para Campinas – SP, onde havia infra-estrutura para atender às necessidades missionárias.

Uma nova equipe foi formada com o maestro Misael Passos, o cantor e evangelista Vitorino Silva e o pastor Serafim Isidoro, velho amigo do pastor Bernhard. Com estes homens o Ministério entra nos lares através da televisão, por aproximadamente quatro anos. Nessa época, os programas eram gravados nos estúdios da Missão Americana.

O Ministério Bernhard Johnson havia se expandido e necessitava de uma nova estruturação. A ABEM – Associação do Bem-Estar do Menor, havia se transformado em Ministério de Assistência Social. O ensino tornou-se outro grande trabalho. Tendo em vista estas mudanças foi transformada a Campanha Boas Novas em “Ministério Bernard Johnson”. Na área do evangelismo surgiu a Cruzada Bernhard Johnson.

Durante 32 anos o pastor Bernard conduziu 225 grandes Cruzadas com mais de 1.800.000 decisões por Cristo.

Durante os anos no Brasil, o Ministério Bernard Johnson conseguiu realizar Cruzadas em todas as capitais do País e muitas cidades do interior. Em abril de 1984 foi realizada a maior Cruzada do Ministério Bernhard Johnson na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, reunido cerca de 200 mil pessoas. Na ocasião, aproximadamente 4 mil pessoas fizeram sua decisão por Cristo. Inúmeras pessoas testificaram e foram curadas. Esta Cruzada foi transmitida ao vivo pelas rádios evangélicas.

Por vinte anos o pastor Bernhard serviu ao Comitê do Ministério Billy Graham e participou de várias conferências evangelísticas, tais como: Berlim, Manila e duas vezes na Conferência para Evangelistas em Amsterdã. Ele também pregou na Conferência Mundial Pentecostal na Inglaterra e na África.

Numa Cruzada no Zaire, totalmente arrasado pela guerra Civil, demonstrou sua humildade. Tanto podia estar num palanque com toda a aparelhagem, como também num monte de madeiras, pregando para milhares de nativos africanos. Ele tinha consciência de quem ele era e do trabalho que realizava para Deus.

O pastor Bernhard Johnson, além de grande pregador era um exímio acordeonista (tocava acordeon para a glória de Deus). Era um homem muito simples e fiel ao ministério que recebeu do Senhor. Ele era um gigante que se comportava humildemente. Respeitava as opiniões e não abrigava nenhum tipo de orgulho. Tinha uma personalidade muito firme e amava sua denominação. Um homem cordato, não discutia com ninguém. Ele sabia perder quando necessário, para poder ganhar, com facilidade sofria a perda para ter comunhão. Isto ele deixou como exemplo para ser seguido pelos evangelistas mais novos e para todos aqueles que desejam fazer a obra de Deus.

Dele disse o pastor Eliel de Carvalho: “O pastor Bernard era um amigo em quem se podia confiar. Olhávamos em seus olhos e ele nos nossos, e assim, nos transmitia confiança e amizade. Ele foi uma vela que se queimou dos dois lados, a fim de atender a Obra de Deus. Sua vida foi marcada como um grande ganhador de almas. Em todas as Cruzadas a rede vinha cheia, numa demonstração do Poder de Deus”.

Em 1972, fundou, no Brasil, o ICI - Instituto por Correspondência Internacional, hoje ICI - University, com sede em Irving Texas - EUA.

Em 1973, ajudou na fundação do Desafio Jovem do Brasil, ocupando a presidência até 1979.

Em 1976, através de uma visão especial dada por Deus, deu início ao arrojado projeto da EETAD - Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus, com sede em Campinas, SP, o qual se consolidou em 1979. O Ministério de ensino da Campanha Boas Novas veio através de uma escola de evangelismo dentro da própria equipe.
Esta escola se constituía num Seminário de Evangelismo, dirigido aos obreiros por uma semana. Um grande Seminário aconteceu na cidade de Curitiba, com mais de 1300 obreiros presentes. Com isto, a visão do pastor Bernard Johnson se amplia e inicia-se o que hoje é a EETAD. O trabalho da EETAD começou pequeno, entretanto, teve o apoio de muitas igrejas americanas e de homens de negócios que, vendo a necessidade não mediram esforços para construir a sede em Campinas – SP, e confeccionar o material necessário. Hoje, a EETAD é auto-suficiente e caminha vitoriosamente com a Graça de Deus.

Em 1980, estreou o programa do seu ministério na televisão. O programa, que era semanal e evangelístico, permaneceu no ar até novembro de 1987.

Em 1981, fundou a ABEM - Associação Beneficente Evangélica para Menores, um trabalho em favor de crianças carentes. A ABEM surgiu da necessidade de ajudar as crianças carentes e da visão do homem de Deus em minimizar o sofrimento dessas crianças, criando creches nas igrejas sob a coordenação da ABEM.

Em 1984, fundou o IBICAMP - Instituto Bíblico de Campinas, para atender as necessidades das mais diversas denominações evangélicas da região.

Em 1987, a fim de atender o prosseguimento dos diversos níveis de ensino teológico, fundou a FAETAD - Faculdade de Educação Teológica das Assembléias de Deus.

Em 1993, o IBP - Instituto Bíblico Pentecostal, no Rio de Janeiro, fundado pelo saudoso missionário Lawrence Olson, foi integrado ao Ministério Bernhard Johnson.

Foi membro da diretoria da Sociedade Bíblica do Brasil e um dos fundadores do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus (IBAD) em Pindamonhangaba – SP, além de presidente da Convenção Estadual de Ministros das Assembléias de Deus em Minas Gerais. Na década de 60, manteve um programa evangelístico na televisão, intitulado “Palavras de Vida”, sendo o pioneiro do evangelismo televisivo nas Ads brasileiras.

Em 1987, ganhou nos EUA o troféu Silver Angel, devido a sua expressão evangelística em território brasileiro. Por 20 anos integrou o Comitê Internacional de Billy Graham. Pregou em convenções nacionais da AD em oito países, duas vezes nos EUA. Foi preletor também em duas conferências mundiais pentecostais: Londres, Inglaterra (1976) e Nairóbi, Quênia (1982). Pregou em duas conferências de evangelismo na Holanda, em 1983 e 1986, e participou como delegado em duas conferências mundiais de evangelização: uma em Berlim, Alemanha (1986) e outra em Manila, Filipinas (1989). Ao falecer, já havia pregado em 70 países do mundo.

Segundo sua esposa, o passatempo predileto de Bernhard Johnson era ler pelo menos um livro por semana e escrever. De fato, escreveu diversos livros, folhetos e artigos para várias editoras evangélicas. A CPAD publicou em 1995 seu livro “Como receber a cura divina”.

No Brasil, recebeu três títulos de Cidadão Honorário: um no Ceará, em 1976; outro em Varginha – MG, em 1986; e o último em Belo Horizonte – MG. Nos Estados Unidos, recebeu o título de Cidadão de Memphis, Tenesse, e em 1983, a Faculdade das Assembléias de Deus em Santa Cruz, Califórnia, lhe concedeu o título honorífico de Doutor em Causas humanas. Em 1987, a CGADB deu-lhe o título de Conselheiro Vitalício da CPAD, juntamente com o missionário Eurico Bergstén.

Enquanto em vida, o ministério de Bernhard Johnson foi de tal forma reconhecido no Brasil e fora dele que, além de ter seu nome e vida registrados no capítulo “Pioneiros e líderes da Assembléia de Deus” no livro “História das Assembléias de Deus no Brasil” (publicado pela CPAD em 1982), seu nome também constava nas célebres obras estrangeiras “Dicionário de Movimentos Pentecostais e Carismáticos” e “Quem é quem na religião na América”.

O Missionário Bernhard Johnson faleceu nos Estados Unidos em 09 de fevereiro de 1995, antes de completar 64 anos. Ao seu sepultamento ocorrido na cidade de São José, Califórnia, compareceram diversos ministros representantes das Assembléias de Deus Americana, entre os quais o vice-presidente do Concílio Geral, pastor Charles T. Crabtree, que ministrou a mensagem oficial. Do Brasil, compareceram entre outros, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB e o pastor Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional de Madureira.


ANEXOS:


Pastor Bernhard e sua esposa missionária Dóris Jonhson
 
Pastor Bernhard Jonhson e sua equipe, visitando a AD em Ipatinga (MG)



CORAL E ORQUESTRA ABDA SE DESTACA EM OSASCO

Uma das igrejas mais destacadas em São Paulo, é sem dúvida a Assembléia de Deus em Osasco (Setor 05 - Ministério do Belém), a qual é liderada pelo Pastor José Amaro da Silva. O dinamismo desse pastor tem levado a igreja a desenvolver grandes atividades, como é o caso do Departamento de Música, que tem como carro-chefe o Coral e Orquestra ABDA, sob a direção do maestro Elias José dos Santos. 



Do coral não temos uma história mais detalhada, porém, sabe-se que as suas atividades tiveram início em 1954, sob a direção do irmão Serafim Ernesto. Desde então vem desempenhando um grande serviço naquele setor. O coral da AD em Osasco, que completou 60 anos de vida louvando a Deus, foi, como sempre, um exemplo de dedicação e refinamento.

À partir de uma pequena banda de música que atendia a liturgia da igreja, a Orquestra Abda foi iniciada em maio de 1991 na regência do maestro Elias José dos Santos, com a benção do pastor recém chegado ao setor, Pr. José Amaro da Silva.

Nesta caminhada de 25 anos, Deus (como está escrito na carta aos Efésios: 3.20: "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera), realizou coisas que não se imaginava fazer naquelas condições. A Orquestra Abda com um esmero todo especial atendeu a obra de Deus em vários lugares, além de apresentações em teatros, escolas, praças públicas, shopping e outros. Além de espalhar suas músicas e arranjos por este enorme país. Desde 2009, a orquestra unida ao coral da igreja, forma um grupo forte, coeso e muito espiritual, onde se evidencia nitidamente um espirito altruísta em seus componentes.

Entre os dias 17 a 19 de junho de 2016, foi realizada uma grande festa de aniversário em comemoração do Jubileu de Prata da Orquestra e os 60 anos do Coral, onde pôde se ouvir verdadeiros louvores ao nosso Deus, além da participação de alunos da escola de música Abda. Na ocasião a Orquestra ABDA surpreendeu os ouvintes com a execução da grande obra musical do compositor Beethoven, o 4º movimento da 5ª sinfonia.

Fonte: Site da AD em Osasco: http://www.adosasco.com.br/


                 Crentes reunidos em frente ao primeiro salão de cultos da AD em Osasco



                     Coral e Orquestra cantando o hino "JERUSALÉM", da compositora 
                                                   norte-americana Paula Stefanovich

domingo, 15 de janeiro de 2017

VOZES CELESTE, UM CORAL VITORIOSO EM MOSSORÓ

Com o objetivo de conhecermos a origem dos corais evangélicos brasileiros, especialmente os da Assembleia de Deus, compartilho com os amigos, coristas e regentes a história do Coral "VOZES CELESTE", da AD em Mossoró (RN), que está sob a liderança atual do Pastor Francisco Cícero de Miranda. Um coral de uma importante igreja potiguar, que tem enfrentado algumas dificuldades ao longo de sua trajetória de 74 anos, completados em 17 de dezembro de 2016, mas apesar de tudo continua de pé, firme no propósito de apresentar ao Senhor um perfeito louvor.



Não há registro do primeiro grupo de irmãos ou irmãs, que tenham se unidos para o louvor coletivo. Um dos conjuntos musicais mais antigos da igreja central era o de senhoras, denominado “Jardim das Nogueiras”, no entanto, na gestão do pastor Luís Chaves, no ano de 1942, dois irmãos da AD em Pernambuco, se mudaram para Mossoró, a fim de trabalhar como guardas da Malária, sendo eles: João Correia e João Rodrigues. Em um dos cultos, foi dada a oportunidade para que o irmão João Correia louvasse ao Senhor, acompanhado do violão pelo irmão Edgar. Como eles iriam morar em Mossoró por um tempo, Correia pediu ao pastor para ter uma pequena conversa com a mocidade após o culto, e nessa reunião, os jovens foram convidados para formarem um coral. Os Jovens não sabiam do que se tratava pois ainda não tinham ouvido falar neste termo, depois que o mesmo explicou que seria um grupo musical de quatro vozes, o entusiasmo tomou conta dos jovens. Logo começaram os ensaios. Era uma festa. Orava-se uma hora antes, e o poder de Deus tomava conta do ambiente.

Para melhor organização da festa de inauguração do coral, e aproveitando o grande entusiasmo em que se encontravam, um dos jovens que trabalhava em uma oficina mecânica, teve a ideia de confeccionar placas metálicas com os nomes das quatros vozes que compõem um coral (SOPRANO, CONTRALTO, TENOR e BAIXO). Também um dos jovens ficou responsável para cuidar do brilho das letras, as moças se comprometeram de bordar à mão uma passadeira, que ia da porta do templo até o púlpito onde os componentes passariam. Outra grande iniciativa, foi a realização de uma vigília e no primeiro culto de oração após aquela vigília quase todos os componentes do coral foram batizados com o Espírito Santo. Depois do ensaio e preparo dos 3 primeiros hinos para inauguração, o tão esperado dia chegou era 25 de dezembro de 1942, dia do Natal. Era a coroação dos esforços daqueles simples irmãos. O primeiro Hino cantado pelo Coral foi "CANTAI", 278 do Cantor Cristão (aquele que começa com a letra: "O meu coração sofredor...), isso, em meio a uma verdadeira apoteose espiritual.
O coral ainda cantou mais dois hinos: "SAUDAI EMANUEL" (59 do Cantor Cristão e o conhecido "MARAVILHOSA GRAÇA". Na ocasião da estréia do coral, a sogra do Pastor Diomedes, a irmã Francisquinha Rola dizia que o coral quando cantava, parecia um coral de anjos, daí Surgiu o nome "VOZES CELESTE".

O Tempo passou e outros irmãos assumiram a regência do coral e Deus abençoava grandemente este trabalho. A partir da década de 60 com a chegada a Mossoró do amado pastor Manoel Nunes da Paz, o coral passou a ser um grande auxiliar na obra missionária. Já sob a regência do maestro Levi Santana, o grupo percorria todo oeste do Estado, cooperando com os cultos relacionados com a Obra Missionária, e em festividades em que era convidado. Com a transferência do maestro Levi para a capital, o grupo passou por momentos difíceis, sem ensaios, e até passou um período sem se apresentar. Em 1974 o Pastor Manoel Nunes formalizou o convite a irmã Norminha, para assumir o desafio. Ao aceitar de imediato o convite, ela se sentiu na responsabilidade de se preparar melhor. Começou a estudar música, com mais dedicação e com o tempo o coral voltou a atuar com maior intensidade, nos eventos evangelísticos da igreja e também culturais da cidade.

No ano de 1992, sob a direção do Pastor João Gomes da Silva, o Coral Vozes Celeste realizou festivamente o seu Jubileu de Ouro, contando com a presença do pastor Manoel Xavier, um dos primeiros componentes e que na ocasião servia como pastor em São Paulo,. Outros ilustres ex-componentes do coral se fizeram presentes, entre os quais o pastor João Praxedes, Pr. José Basílio (ex-regente), Arnon Santana (ex-regente), Pr. João Gomes (ex-componente), irmã Dilma Nunes (ex-componente) entre outros. Naquela ocasião o coral contava com 65 componentes. Além disso, houve a participação do Coral Jovem Beth Shalom, da AD em Cabedelo (PB), regido na época pela jovem, Léia Santana Prexedes.

O Coral seguia sua trajetória até que no ano de 1999, sofreu um grande golpe em sua historia, quando o Senhor recolheu a maestrina Norminha. Infelizmente, o coral voltou a ter problemas em suas atividades. Para continuar atuando, alguns irmãos deram suas contribuições, tais como: Dedivaldo Nascimento, Cláudio, Katerine Alves, Evangia, e Hulda Nunes.

NOVA FASE DO VOZES CELESTE

Em 2015, o irmão Isac Oliveira deixou a liderança do Ministério Infantil e colocou no seu coração o desejo de reativar o Coral Vozes Celeste, que estava em mais um período difícil de sua trajetória e assim permanece na regência do mesmo. Na comemoração dos 74 anos, o coral contava com 33 componentes, entre eles o pianista Elisac Régis e a solista Vitória Régis.

Fonte: Blog do Coral Vozes Celeste:
http://coralvozesceleste.blogspot.com.br/



                  Coral Vozes Celeste da AD em Mossoró - RN (Década de 1950)



                                 Coral Vozes Celeste, na década de 1960


                                             Coral na década de 1960


      Coral Vozes Celeste, apresentando no Templo Central na década de 1960



          Coral Vozes Celeste e Banda regidos pelo Maestro Levi Santana


                   Na festividade do Jubileu de Ouro do Coral Vozes Celeste, em 
                novembro de 1992, as irmãs Santana. Regente Norminha Santana


             Apresentação do Coral Vozes Celeste no Culto de Colação de Grau 
                                      do Pastor Martim Alves da Silva

                                      Coral cantando o hino "SE MAIS EU PUDESSE"