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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Missionário Algot Svensson

Missionário Sueco 
Pioneiro e Pastor da Assembléia de Deus em Belo Horizonte – MG.


        
Nascido no dia 27 de novembro de 1894, em Bälaryd, Jönköpings, o Missionário Algot Svensson chegou ao Brasil em 26 de setembro de 1928, vindo da Suécia, acompanhado da esposa, Rosa. Ficou em Belém do Pará por algum tempo, em processo de adaptação e auxiliando a obra do Senhor no Norte do país. Depois foi trabalhar em Maceió, recebendo do pastor Otto Nelson a liderança da Assembléia de Deus na capital alagoana. Permaneceu à frente dos trabalhos ali de maio de 1930 a 1933. Durante esse período, a igreja em Alagoas experimentou um grande crescimento. No seu relatório de março de 1931, Svensson afirma que a igreja aumentara substancialmente.
            No ano de 1933, Algot Svensson assumiu o pastorado da Assembléia de Deus em Belo Horizonte (MG), substituindo Anders Johanson, que havia assumido interinamente com a saída do missionário Nils Kastberg para o Rio de Janeiro.
Quando saiu de Alagoas, Svensson havia deixado a Assembléia de Deus em Maceió com 20 congregações.
            Em Minas Gerais, Algot Svensson deu continuidade ao trabalho de evangelização implementado por Kastberg. Em sua gestão, a igreja de Minas recebeu uma grande guinada em seu crescimento. Na capital mineira, o missionário construiu vários templos, entre eles o templo-sede, situado na Rua São Paulo, 1341, no centro da cidade, inaugurado em 1956.


Mssionário Algot Svensson (o quarto da esquerda para direita) e outros obreiros numa Escola Bíblica em Belo Horizonte (1949)

         Nessa época, o missionário Algot, sua esposa Rosa e seus dois filhos passaram por uma grande prova, quando retornavam ao Brasil no ano de 1940, vindo de um período de descanso na Suécia. Eles partiram do país escandinavo, tendo como companheiras de viagem as missionárias Ester Andersson e Ella Turesson, já em tempo da Segunda Guerra Mundial, confiados na proteção do Senhor. O navio norueguês Cometa, em que viajavam da Suécia para o Brasil, foi torpedeado perto da Escócia, embora pertencesse a uma nação neutra. Ficaram exposto à mercê do mar encapelado dentro de frágeis baleeiras, em pleno oceano, e alcançaram a costa da Inglaterra, onde foram socorridos. De lá, embarcaram em outro navio em direção ao Brasil. Eles perderam toda a bagagem no naufrágio.
            Algot Svensson era um líder que muito se preocupava com a área social da igreja, com as necessidades dos mais carentes. Ele que era freqüente nas convenções gerais da CGADB desde a sua primeira realização em 1930, na assembléia de 1937 propôs a construção de hospitais evangélicos em parceria com outras igrejas, mas não obteve aprovação por parte dos convencionais. No conclave de 1946, em Recife (PE), propôs a criação de uma caixa beneficente nacional para obreiros inválidos, com sede no Rio de Janeiro. Em 1957, a AD em Belo Horizonte hospedou pela primeira vez a Assembléia Geral Ordinária da CGADB.
Missionário Algot Svensson junto com obreiros do Vale do Rio Doce 
            
O saudoso missionário presidiu a igreja mineira até o ano de 1958, quando retornou à Suécia para mais um período de descanso e tratamento da saúde. Na sua ausência assumiu a direção da igreja, o seu vice-presidente pastor Anselmo Silvestre. Entretanto, enquanto lá se encontrava, Deus o chamou para o descanso eterno. Era o dia 5 de julho de 1959.
            Pastor Anselmo Silvestre assumiu, então, definitivamente, a presidência do trabalho na capital e em todo o Estado, onde permaneceu como líder até 24 de dezembro de 2010. Naquela época, Algot Svenson havia deixado a AD em Belo Horizonte com 1.350 membros e algumas congregações.
            Algot Svenson deu 30 anos de sua vida para o serviço na obra do Senhor no Brasil. Seu galardão está garantido no céu e seu exemplo jamais será esquecido.


            A arquitetura do atual templo central da AD em Recife, inaugurado em 1978, na época com capacidade para cinco mil pessoas sentadas, foi concebida pelo seu filho Frank Svensson. O casal Algot e Rosa Svensson tiveram dois filhos: Frank e Kristina. A irmã Rosa faleceu em 19 de abril de 1988, na Suécia.

                  


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