Evangelista, pastor, antigo líder e atual presidente de honra do Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga, no Estado de Minas Gerais. Antônio Rosa da Silva nasceu em 3 de maio de 1937, na localidade de Água Parada, então município de Mesquita (MG). Filho caçula do casal Joaquim Antônio Rosa e Maria Rosário da Silva. Em 14 de janeiro de 1941, seu pai faleceu. Triste destino desse menino, que com apenas seis anos perdeu também a mãe. Fazer o que? A vida parecia cruel com ele, mas no céu, Deus já havia traçado o seu destino e por certo cuidaria dele. Seus dois irmãos mais velhos, Joaquim e Manoel, faleceram antes de seu nascimento, de forma que Antônio Rosa, passou a ser criado pelos avós, João Maria da Paz e Josefina Pedro da Silva. Os velhinhos cuidaram do garotinho com todo amor e carinho. Nessa época, um dos brinquedos prediletos de "Tunico" (como ele era mais conhecido entre os familiares), era uma viola feita de cabaça, presente do tio Antônio Calixto. O garoto pegava a viola e cantarolava: “papai já foi, mamãe já vai. Fiquei sozinho, sem mãe e sem pai”.No ano de 1949, aos 12 anos de idade, foi encaminhado por seu avô à uma escola pública, na localidade de São Sebastião de Braúnas (hoje um dos distritos de Belo Oriente (MG), distante da fazenda onde morava, cerca de 12 Km, cujo percurso era feito à pé todos os dias. Para resolver a questão da longa distância entre sua casa e a escola, passou a dormir na casa de alguns amigos de sua época, tais como Raimundo Dutra, Antônio Dutra e um homem conhecido como José Padre, em cujas casas era tratado como filho.
Ao sair de férias, em outubro de 1951, voltou para a casa da avó (seu avô havia falecido pouco antes) e encontrou o ambiente em sua casa diferente. Sua avó e alguns outros parentes, haviam se convertido ao Evangelho. Convidado a aceitar Cristo como seu Salvador, Antônio Rosa recusou a "mudar de religião" pois seu alvo era estudar e, mais tarde, tornar-se padre.
Seus parentes tanto insistiram com ele, que, ao fim de vinte dias, tomou a sua decisão ao lado de Cristo. Este fato ocorreu em 25 de novembro de 1951, numa escola dominical, quando "Tunico" tinha apenas 14 anos.
Aos 26 de outubro de 1952, foi batizado nas águas em sua terra natal, pelo pastor José Alves Pimentel (pioneiro da AD na região do Vale do Aço). Em 23 de junho de 1953, recebeu o batismo no Espírito Santo. Logo nos primeiros dias de sua fé, Antônio Rosa começou a cooperar na igreja, auxiliando na escola dominical, pregando a Palavra de Deus e dirigindo cultos. Naquela época, chegou a dirigir congregações nas localidades de: Naque, Naquinho, Gama e Queroga, todas elas pertencentes ao campo de Coronel Fabriciano. Essas congregações eram pequenas, alguns eram apenas pontos de cultos, mas hoje, em toda essa região eixstem grandes igrejas com muitos crentes salvos e batizados com o Espírito Santo.
Jovem ainda, exerceu o cargo de tesoureiro no período de fevereiro de 1960 a janeiro de 1962, na congregação de Cava Grande, no município de Marliéria (MG), na época, dirigida pelo irmão José Pereira Santiago (meu tio). Até então, Antonio Rosa trabalhava como apontador na Companhia Florestal Acesita (CAF). No dia 13 de fevereiro de 1962, consultado pelo pastor José Alves Pimentel se gostaria de trabalhar na obra de Deus, Antônio Rosa, sem vacilar, respondeu afirmativamente, saindo em direção ao escritório da empresa onde trabalhava, para pedir sua demissão. Seu chefe imediato foi tomado de surpresa, pois o rapaz era um bom funcionário, e estava ganhando relativamente bem. Porém, ante a firme decisão de Antônio Rosa, o chefe não teve outra alternativa senão dispensá-lo da empresa, mas disse-lhe que em qualquer época, se necessário fosse, as portas do emprego estariam abertas novamente para ele.
Com uma pequena mala nas mãos, e munido de uma carta de recomenda- ção assinada pelo pastor José Alves Pimentel, o jovem evangelista autorizado partiu para a cidade de Mesquita (MG), dando início ao seu ministério. De Mesquita, ele atendia as congregações e pontos de cultos nas localidades de Brejaúba, Córrego do Burrinho (zona rual de Mesquita), Córrego Alto de Joanésia, Porto das Canoas e Salto Grande. Nessa época, quase não havia meio de transporte, e os obreiros enfrentavam muita dificuldade para se deslocarem em seus campos de trabalho. Por esta razão o pastor Pimentel autorizou a compra de um cavalo para o transporte do obreiro iniciante. A referida compra foi efetuada pelo irmão Josias Pereira Santiago (meu saudoso pai), então dirigente da igreja de Cachoeira Escura (Belo Oriente).
Em junho de 1962, Antônio Rosa ficou noivo da jovem Luzia Ramos, a qual havia conhecido no povoado de Naquinho. Em 11 de agosto de 1962, os dois jovens se casaram no bairro Melo Viana, em Coronel Fabriciano. A cerimônia foi realizada em casa dos pais da noiva, e foi celebrada pelo pastor José Alves Pimentel.
De Mesquita, onde ficou até novembro de 1962, Antônio Rosa e sua esposa foram para Ipatinga. De início começou cooperando com o dirigente local, presbítero José Pereira da Silveira. Com a mudança do dirigente para Joanésia, a AD de Ipatinga ficou sob sua responsabilidade. A igreja era pequena, mas já havia inaugurado o templo em dezembro de 1961. Ipatinga, nessa ocasião era um pequeno distrito de Coronel Fabriciano e começava a se desenvolver com a implantação da grande empresa siderúrgica Usiminas.
Sua consagração ao ministério de evangelista, ocorreu no ano de 1963, tendo atuado antes como evangelista autorizado. Em dezembro de 1964, foi designado para dirigir a congregação da AD do distrito de Senador Melo Viana. Sob a sua direção foi inaugurado o templo da AD local, em festividade ocorrida dia 06 de novembro de 1966. Foi um período de grande desenvolvimento da igreja naquele distrito de Coronel Fabriciano, com a abertura de novas igrejas.
Dia 24 de março de 1971, durante uma escola bíblica e convenção estadual em Belo Horizonte, foi ordenado pastor.
Foi nessa convenção realizada em Belo Horizonte no mês de março de 1971, que Antônio Rosa foi consagrado pastor.
Em fevereiro de 1972, o pastor Adalberto Paes Campos que até então exercia o cargo de vice-presidente do Campo, mudou-se para Betim (MG). Em reunião dos obreiros para a eleição do novo vice-presidente, Antônio Rosa foi escolhido e eleito por unanimidade.
No ano de 1973, após oito anos de trabalho em Melo Viana, foi designado para pastorear a igreja do bairro Vila Celeste (Ipatinga), onde ficou por apenas dois meses, sendo transferido logo depois para o templo central da AD em Ipatinga, onde até hoje congrega.
Durante seis anos, isto é de 1972 a 1978, atuou com muita dedicação e humildade, sob a liderança do veterano pastor Pimentel. Com o afastamento deste por motivo de enfermidade, Antônio Rosa assumiu a liderança de todas as igrejas do campo de Coronel Fabriciano, com total apoio do ministério. Antes do afastamento para tratamento da saúde, pastor José Alves Pimentel escreveu uma carta ao ministério passando a direção ao seu vice-presidente. Dia 14 de maio de 1978, a igreja em Coronel Fabriciano viu partir para o descanso eterno seu querido pastor Pimentel. Este saudoso pastor, foi o primeiro pastor consagrado pela Assembleia de Deus no Estado de Minas Gerais e foi um verdadeiro bandeirante da fé.
Em assembléia geral extraordinária realizada dia 22 de maio de 1978, presidida pelo pastor Salatiel Fidélis de Souza, da AD de Governador Valadares, foi empossada a nova diretoria da igreja, tendo sido o pastor Antônio Rosa eleito como o novo presidente.
Durante 64 anos de ministério, sendo 38 como presidente das Assembleias de Deus Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, Antônio Rosa enfrentou muitas lutas, provações e as mais diversas enfermidades, mas Deus sempre esteve ao seu lado.
Um dos fatos marcantes de sua vida ocorreu em 1953, em São Sebastião de Braúnas, município de Belo Oriente. A pregação da Palavra de Deus era novidade em muitos lugares e os católicos não toleravam os evangélicos. Por essa razão, promoviam muitas perseguições aos crentes, sob a liderança dos padres. A irmã Joana Pereira do Nascimento, sua tia, havia falecido. Por ter sido crente, seu corpo foi impedido de ser sepultado no cemitério local, que era considerado um lugar sagrado para os católicos. O padre que estava em seu ofício, ao saber que uma crente da Assembléia de Deus estava sendo enterrada, foi até ao cemitério, acompanhado do Juiz de Paz, e proibiu o sepultamento. O que aconteceu logo a seguir foi um intenso debate que durou 3 horas. O padre queria que dissessem que ela não era crente, para que pudessem sepultá-la. Mas os parentes, que já eram convertidos, reafirmaram a opção de nossa irmã que em vida havia sido uma crente fiel, desde que aceitara a Cristo como o seu Salvador. O corpo da referida irmã, já estava no fundo da cova, e os católicos já haviam jogado um pouco de terra, como era de costume entre eles. Diante da afirmação dos irmãos, o referido padre então mandou retirar o caixão, e enterrar do lado de fora do cemitério. Os irmãos ficaram desapontados e foram buscar recursos em Belo Horizonte, mas os advogados aconselharam a fazer uma pequena cerca ao redor da cova da irmã Joana, e plantar algumas flores. Assim os irmãos fizeram. Com o passar dos anos foi necessário ampliar o cemitério, e a cova da tia de Antônio Rosa acabou ficando dentro do tão polêmico cemitério. O Juiz de Paz local, Bernardino Nunes Pereira, anos depois se converteu ao evangelho e tornou-se um ardoroso pregador do Evangelho.
Em todos esses anos de labor na obra do Senhor, o pastor batizou nas águas um incalculável número de pessoas (entre as quais, dois de meus filhos), inaugurou inúmeros templos, consagrou centenas de obreiros, e uma efetiva participação em todos os eventos importantes da igreja, não só na região como em várias regiões do estado e fora dele.
Uma de suas mais importantes realizações foi a construção do novo templo central da Assembleia de Deus em em Ipatinga, inaugurado em 13 de outubro de 1984. A construção deste templo, foi um dos grandes desafios que ele teve de superar.
O pastor Antônio Rosa, quase não pode estudar, mas em sua carreira ministerial, participou de diversos cursos e seminários. Estudou teologia na Escola Bíblica Bereana (RJ); fez o curso teológico da Escola Bíblica Permanente Sião, extensão de Governador Valadares e o curso teológico da EETAD. Participou do CAPED por cerca de três vezes, participou de um seminário para pastores brasileiros, na Universidade Hebraica de Jerusalém, além de participar há cerca de quarenta anos da Escola Bíblica de Obreiros em Belo Horizonte. Em 31 de outubro de 1997, recebeu o título de Doutor em Divindade, concedido pela Escola Superior de Estudos Teológicos, de Gênova, Suíça.
Ao longo de sua carreira ministerial, procurou prestigiar os principais eventos de nossa denominação. Em julho de 1967, participou da 8ª Conferência Mundial Pentecostal, realizada no Rio de Janeiro. Compareceu às assembleias ordinárias da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, realizadas nas cidades de: Niterói (RJ), Natal (RN), Santo André (SP), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte, Vila Velha (ES), Anápolis (GO), Salvador (BA), São Paulo (SP), Cuiabá (MT), novamente Belo Horizonte, novamente São Paulo, Brasília (DF), Maceió (AL), Rio de Janeiro e Porto Alegre e novamente São Paulo. Participou da comemoração do Jubileu de Ouro das AD em Minas Gerais, realizada em 1977 na capital mineira. Participou do Jubileu de Diamante das AD no Brasil, em novembro de 1986, na cidade de Belém do Pará. Esteve também em São Paulo, em setembro de 1997, no 2º Congresso Mundial das Assembleias de Deus. Além desses eventos, viajou muito para atender convocações de conselhos da EETAD e da CGADB, como também da mesa diretora da Convenção Estadual.
Em 1988, em companhia dos pastores José Wellington Bezerra da Costa, Horácio da Silva Júnior, entre outros, visitou Israel e o Egito. Na chamada Terra Santa, passou momentos de profunda emoção, ao visitar diversos locais mencionados nas Escrituras Sagradas.
Antônio Rosa é um pastor muito estimado por todos que o conhece. A demonstração do alto conceito que ele desfruta nas Assembleias de Deus do Vale do Aço, do estado de Minas Gerais e no âmbito nacional, são os cargos que ele ocupou durante a sua trajetória ministerial. Além de exercer a presidência do campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, ele atuou como 2º tesoureiro da Sub-Convenção do Vale do Rio Doce, vice-presidente e presidente da referida convenção (hoje, COMADVARDO), vice-presidente da convenção mineira (COMADEMG) por mais de vinte anos, 2º secretário do Conselho Regional Sudeste da CGADB.
Em reconhecimento ao seu brilhante trabalho ao longo dos anos no Vale do Aço, foi homenageado em diversas ocasiões. Em 04 de maio de 1985, recebeu o titulo de Cidadão Honorário de Coronel Fabriciano. No ano de 1988, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Legislativo através de uma indicação deputado José Maria Pinto. Cidadão Honorário de Ipatinga, no dia 1º de dezembro de 1995. Cidadão Honorário de Belo Oriente (05 de julho de 2001). Cidadão de Santana do Paraíso (18 de abril de 2002), Cidadão do município de Naque (06 de dezembro de 2002), Cidadão de Mesquita (30 de outubro de 2003), Cidadão de Dores de Guanhães (1º de maio de 2004), Cidadão de Santa Efigênia de Minas (28 de agosto de 2005.
Além desses títulos honorários, recebeu em duas ocasiões a medalha de Mérito concedido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais; Comenda Berg e Vingren, concedido pela CGADB; Diploma de Honra ao Mérito também concedido pela CGADB; Certificado de Amigo da Policia Militar de Minas Gerais, concedido pelo 14º Batalhão. Também recebeu homenagem do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga. Por último no dia 17 de junho de 2008 foi homenageado pela Prefeitura Municipal de Coronel Fabriciano, quando foi inaugurada a “Escola Municipal Pastor Antônio Rosa” no bairro Amaro Lanari. Em outubro de 2008, recebeu o título de Cidadão Honorário de Açucena.
Antônio Rosa, mesmo sem formação escolar, escreveu alguns livretos publicados para fins evangelísticos, sendo: “Obediência, o melhor caminho” e “Calma, a vida é preciosa”, "Não posso andar com isso", além do folheto “O Socorro de Deus”. Com essas obras, ele prossegue em seu ministério evangelizando pessoas das mais diversas camadas sociais onde quer que esteja. E não perde tempo mesmo!
Em sua gestão, realizou viagens ao campo missionário do Paraguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, Portugal e Espanha. O Departamento de Missão Boas Novas, fundado por ele, mantém atualmente missionários no Paraguai, Bolívia, nas regiões do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, e parcerias com outras agências missionárias.
O pastor Antônio Rosa, é amado por milhares de irmãos em Cristo. Tem a simpatia e o respeito de inúmeros amigos, personalidades, autoridades civis, militares e eclesiásticas. Recebe o amor e carinho da sua querida família.
Casado há 64 anos com a irmã Luzia Ramos da Silva, é pai dos seguintes filhos: Eunice, Ester, Leia, Eliezer, Eliezete, Eliene e Éber. O casal tem 10 netos: Elienai e Priscila (Eunice), Déborah e Aline (Ester), Franciele e Nataly (Leia), Thamires (Eliene), Gustavo e Lucas (Eliezer) e Jonatha (de Éber). O casal ainda tem bisnetos e uma trineta.
Em fevereiro de 1972, o pastor Adalberto Paes Campos que até então exercia o cargo de vice-presidente do Campo, mudou-se para Betim (MG). Em reunião dos obreiros para a eleição do novo vice-presidente, Antônio Rosa foi escolhido e eleito por unanimidade.
No ano de 1973, após oito anos de trabalho em Melo Viana, foi designado para pastorear a igreja do bairro Vila Celeste (Ipatinga), onde ficou por apenas dois meses, sendo transferido logo depois para o templo central da AD em Ipatinga, onde até hoje congrega.
Durante seis anos, isto é de 1972 a 1978, atuou com muita dedicação e humildade, sob a liderança do veterano pastor Pimentel. Com o afastamento deste por motivo de enfermidade, Antônio Rosa assumiu a liderança de todas as igrejas do campo de Coronel Fabriciano, com total apoio do ministério. Antes do afastamento para tratamento da saúde, pastor José Alves Pimentel escreveu uma carta ao ministério passando a direção ao seu vice-presidente. Dia 14 de maio de 1978, a igreja em Coronel Fabriciano viu partir para o descanso eterno seu querido pastor Pimentel. Este saudoso pastor, foi o primeiro pastor consagrado pela Assembleia de Deus no Estado de Minas Gerais e foi um verdadeiro bandeirante da fé.
Em assembléia geral extraordinária realizada dia 22 de maio de 1978, presidida pelo pastor Salatiel Fidélis de Souza, da AD de Governador Valadares, foi empossada a nova diretoria da igreja, tendo sido o pastor Antônio Rosa eleito como o novo presidente.
Durante 64 anos de ministério, sendo 38 como presidente das Assembleias de Deus Campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, Antônio Rosa enfrentou muitas lutas, provações e as mais diversas enfermidades, mas Deus sempre esteve ao seu lado.
Um dos fatos marcantes de sua vida ocorreu em 1953, em São Sebastião de Braúnas, município de Belo Oriente. A pregação da Palavra de Deus era novidade em muitos lugares e os católicos não toleravam os evangélicos. Por essa razão, promoviam muitas perseguições aos crentes, sob a liderança dos padres. A irmã Joana Pereira do Nascimento, sua tia, havia falecido. Por ter sido crente, seu corpo foi impedido de ser sepultado no cemitério local, que era considerado um lugar sagrado para os católicos. O padre que estava em seu ofício, ao saber que uma crente da Assembléia de Deus estava sendo enterrada, foi até ao cemitério, acompanhado do Juiz de Paz, e proibiu o sepultamento. O que aconteceu logo a seguir foi um intenso debate que durou 3 horas. O padre queria que dissessem que ela não era crente, para que pudessem sepultá-la. Mas os parentes, que já eram convertidos, reafirmaram a opção de nossa irmã que em vida havia sido uma crente fiel, desde que aceitara a Cristo como o seu Salvador. O corpo da referida irmã, já estava no fundo da cova, e os católicos já haviam jogado um pouco de terra, como era de costume entre eles. Diante da afirmação dos irmãos, o referido padre então mandou retirar o caixão, e enterrar do lado de fora do cemitério. Os irmãos ficaram desapontados e foram buscar recursos em Belo Horizonte, mas os advogados aconselharam a fazer uma pequena cerca ao redor da cova da irmã Joana, e plantar algumas flores. Assim os irmãos fizeram. Com o passar dos anos foi necessário ampliar o cemitério, e a cova da tia de Antônio Rosa acabou ficando dentro do tão polêmico cemitério. O Juiz de Paz local, Bernardino Nunes Pereira, anos depois se converteu ao evangelho e tornou-se um ardoroso pregador do Evangelho.
Em todos esses anos de labor na obra do Senhor, o pastor batizou nas águas um incalculável número de pessoas (entre as quais, dois de meus filhos), inaugurou inúmeros templos, consagrou centenas de obreiros, e uma efetiva participação em todos os eventos importantes da igreja, não só na região como em várias regiões do estado e fora dele.
Uma de suas mais importantes realizações foi a construção do novo templo central da Assembleia de Deus em em Ipatinga, inaugurado em 13 de outubro de 1984. A construção deste templo, foi um dos grandes desafios que ele teve de superar.
O pastor Antônio Rosa, quase não pode estudar, mas em sua carreira ministerial, participou de diversos cursos e seminários. Estudou teologia na Escola Bíblica Bereana (RJ); fez o curso teológico da Escola Bíblica Permanente Sião, extensão de Governador Valadares e o curso teológico da EETAD. Participou do CAPED por cerca de três vezes, participou de um seminário para pastores brasileiros, na Universidade Hebraica de Jerusalém, além de participar há cerca de quarenta anos da Escola Bíblica de Obreiros em Belo Horizonte. Em 31 de outubro de 1997, recebeu o título de Doutor em Divindade, concedido pela Escola Superior de Estudos Teológicos, de Gênova, Suíça.
Ao longo de sua carreira ministerial, procurou prestigiar os principais eventos de nossa denominação. Em julho de 1967, participou da 8ª Conferência Mundial Pentecostal, realizada no Rio de Janeiro. Compareceu às assembleias ordinárias da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, realizadas nas cidades de: Niterói (RJ), Natal (RN), Santo André (SP), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte, Vila Velha (ES), Anápolis (GO), Salvador (BA), São Paulo (SP), Cuiabá (MT), novamente Belo Horizonte, novamente São Paulo, Brasília (DF), Maceió (AL), Rio de Janeiro e Porto Alegre e novamente São Paulo. Participou da comemoração do Jubileu de Ouro das AD em Minas Gerais, realizada em 1977 na capital mineira. Participou do Jubileu de Diamante das AD no Brasil, em novembro de 1986, na cidade de Belém do Pará. Esteve também em São Paulo, em setembro de 1997, no 2º Congresso Mundial das Assembleias de Deus. Além desses eventos, viajou muito para atender convocações de conselhos da EETAD e da CGADB, como também da mesa diretora da Convenção Estadual.
Em 1988, em companhia dos pastores José Wellington Bezerra da Costa, Horácio da Silva Júnior, entre outros, visitou Israel e o Egito. Na chamada Terra Santa, passou momentos de profunda emoção, ao visitar diversos locais mencionados nas Escrituras Sagradas.
Antônio Rosa é um pastor muito estimado por todos que o conhece. A demonstração do alto conceito que ele desfruta nas Assembleias de Deus do Vale do Aço, do estado de Minas Gerais e no âmbito nacional, são os cargos que ele ocupou durante a sua trajetória ministerial. Além de exercer a presidência do campo de Coronel Fabriciano e Ipatinga, ele atuou como 2º tesoureiro da Sub-Convenção do Vale do Rio Doce, vice-presidente e presidente da referida convenção (hoje, COMADVARDO), vice-presidente da convenção mineira (COMADEMG) por mais de vinte anos, 2º secretário do Conselho Regional Sudeste da CGADB.
Em reconhecimento ao seu brilhante trabalho ao longo dos anos no Vale do Aço, foi homenageado em diversas ocasiões. Em 04 de maio de 1985, recebeu o titulo de Cidadão Honorário de Coronel Fabriciano. No ano de 1988, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Legislativo através de uma indicação deputado José Maria Pinto. Cidadão Honorário de Ipatinga, no dia 1º de dezembro de 1995. Cidadão Honorário de Belo Oriente (05 de julho de 2001). Cidadão de Santana do Paraíso (18 de abril de 2002), Cidadão do município de Naque (06 de dezembro de 2002), Cidadão de Mesquita (30 de outubro de 2003), Cidadão de Dores de Guanhães (1º de maio de 2004), Cidadão de Santa Efigênia de Minas (28 de agosto de 2005.
Além desses títulos honorários, recebeu em duas ocasiões a medalha de Mérito concedido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais; Comenda Berg e Vingren, concedido pela CGADB; Diploma de Honra ao Mérito também concedido pela CGADB; Certificado de Amigo da Policia Militar de Minas Gerais, concedido pelo 14º Batalhão. Também recebeu homenagem do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga. Por último no dia 17 de junho de 2008 foi homenageado pela Prefeitura Municipal de Coronel Fabriciano, quando foi inaugurada a “Escola Municipal Pastor Antônio Rosa” no bairro Amaro Lanari. Em outubro de 2008, recebeu o título de Cidadão Honorário de Açucena.
Antônio Rosa, mesmo sem formação escolar, escreveu alguns livretos publicados para fins evangelísticos, sendo: “Obediência, o melhor caminho” e “Calma, a vida é preciosa”, "Não posso andar com isso", além do folheto “O Socorro de Deus”. Com essas obras, ele prossegue em seu ministério evangelizando pessoas das mais diversas camadas sociais onde quer que esteja. E não perde tempo mesmo!
Em sua gestão, realizou viagens ao campo missionário do Paraguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, Portugal e Espanha. O Departamento de Missão Boas Novas, fundado por ele, mantém atualmente missionários no Paraguai, Bolívia, nas regiões do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, e parcerias com outras agências missionárias.
O pastor Antônio Rosa, é amado por milhares de irmãos em Cristo. Tem a simpatia e o respeito de inúmeros amigos, personalidades, autoridades civis, militares e eclesiásticas. Recebe o amor e carinho da sua querida família.
Casado há 64 anos com a irmã Luzia Ramos da Silva, é pai dos seguintes filhos: Eunice, Ester, Leia, Eliezer, Eliezete, Eliene e Éber. O casal tem 10 netos: Elienai e Priscila (Eunice), Déborah e Aline (Ester), Franciele e Nataly (Leia), Thamires (Eliene), Gustavo e Lucas (Eliezer) e Jonatha (de Éber). O casal ainda tem bisnetos e uma trineta.
Parte da família Rosa e Ramos, por ocosião dos 80 anos do pastor Antônio Rosa (AD em Ipatinga, maio de 2017).
Depois de permanecer no cargo de presidente das Assembleias de Deus Ministério de Coronel Fabriciano e Ipatinga por 37 anos, pastor Antônio Rosa da Silva, pediu a sua jubilação. O ministério se reuniu em Assembleia Geral Extraordinária no dia 12 de fevereiro de 2016, e aprovou o nome do Pastor José Martins de Calais Júnior, que até então exercia a primeira vice-presidência. Ao deixar a liderança, o campo era composto por mais de 30 mil membros, e cerca de 600 obreiros que atuavam em 250 congregações.
O livro "ENTRE ROSAS E ESPINHOS", de iniciativa dele, organizado e escrito pelo autor deste texto, retrata de forma ampla a trajetória do pastor, acrescentando outros detalhes importantes.
Aos 89 anos de idade, pastor Antônio Rosa permanece como presidente de honra do Ministério, e sempre que pode é convidado para estar nos eventos especiais da igreja e ministrar nas diversas congregações do campo que ele presidiu. Oremos em favor do casal de obreiros do Senhor, pastor Antônio Rosa e Luzia Ramos da Silva, que encontram-se limitados fisicamente, devido as diversas enfermidades. Contudo, eles ficam felizes quando recebem em casa os pastores, irmãos em Cristo e amigos, que ali vão para abraçá-los e levar o carinho indispensável que eles com certeza merecem.
ANEXOS:
Antigo templo da AD em Ipatinga, inaugurado em 1961
Ministério de Coronel Fabriciano na década de 1960Pastor Bernhard Johnson visitando a AD em Ipatinga (Anos 80)








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