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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Missionário Gustavo Bergström

Missionário da Assembléia de Deus norte-americana, evangelista, colportor, pastor e pioneiro de Assembléias de Deus em Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Considerado como herói anônimo, talvez até pelo fato de não gostar de aparecer como muitos. Não existe quase nenhuma fotografia do Missionário Gustavo Bergström disponível nos registros históricos, nem mesmo no acervo da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD). Sabemos, porém, que ele foi um desbravador do Evangelho, percorrendo cidades e vilas dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo onde plantou a semente que frutificou tornando-se em grandes igrejas. Apesar de não ser famoso, foi um grande missionário.
 


Nascido aos 07 de agosto de 1907, em Rattwick, na Suécia, Gustavo Albin Bergström era o segundo mais novo de sete filhos. Teve uma infância um tanto quanto difícil, pois seu pai alcoólatra, abandonou a família logo depois de seu nascimento. Sua mãe, abandonada e tendo de sustentar os filhos, passou a trabalhar fora. O emprego que ela conseguiu envolvia muitas viagens. As crianças foram distribuídas em casas de parentes e amigos, e o pequeno Gustavo foi morar em uma fazenda. 

Depois de muitas dificuldades, a mãe de Gustavo conseguiu reunir os filhos novamente e em 1923, a família se mudou para os Estados Unidos, indo residir próximo da cidade de Boston, em Massachussets. Gustavo estava com 16 anos. Ainda adolescente, enquanto estudava o inglês, ingressou no boxe, e tornou-se um famoso pugilista. Parecia querer seguir a carreira, mas Deus tinha outros planos em sua vida. Ele se machucou gravemente no ouvido esquerdo, o que o afastou do ringue.

Em 1928, como resposta às orações de sua irmã Ana, o jovem Gustavo aceitou a Cristo como Salvador. A transformação espiritual foi completa. Gustavo logo estava estudando na Boston Bible Training Scholl (Escola Bíblica de Boston) dirigida pela Christian and Missionary Alliance (Aliança Cristã Missionária). O fervor missionário desta denominação avivou a alma de Gustavo, que começou a considerar um trabalho missionário de tempo integral.

No início de 1929, ele mudou-se para Hartford, Connecticut e começou a freqüentar uma Igreja Batista Sueca. Durante uma reunião de oração, Deus derramou o seu Espírito de forma marcante, e vários crentes foram batizados com o Espírito Santo. A igreja foi dividida por causa do falar em línguas, e os novos pentecostais deixaram-na e formaram a Assembléia de Deus. Esta igreja tornou-se a casa de Gustavo, a qual mais tarde o sustentou no campo missionário por 56 anos.

No outono de 1929, Gustavo matriculou-se Central Bible Institute (Instituto Bíblico Central) atual Central Bible College (Faculdade Central Bíblica), em Springfield, no Missouri, para se preparar para o serviço missionário. Após três anos de estudo naquela instiuição, ele continuou ainda por um ano pregando e evangelizando. 

Em 25 de novembro de 1933, viajou com destino ao Brasil e duas semanas após desembarcou no porto de Santos – SP, sendo recebido pelo missionário Samuel Hedlund. O primeiro período de Gustavo Bergstrom no campo durou somente um ano e nove meses. Seus contatos eram em grande parte com missionários suecos que atuavam no Brasil, principalmente o missionário Aldor Petterson, com quem Gustavo viajou para diversos lugares para evangelizar e fundar igrejas. Nessa época fundaram a AD em Itajubá – MG e viajaram até Catalão – GO onde fundaram outra igreja. Em 1934, ficou conhecendo a missionária Erma Miller, com quem trabalhou durante algum tempo.

Em agosto de 1935, retornou aos Estados Unidos poucos dias após completar 28 anos de idade, onde pretendia reencontrar aquela que seria sua futura esposa, a jovem Alice Davidson, uma ex-colega de seminário. Enquanto Gustavo esteve no Brasil, ele e Alice sempre se comunicavam por cartas, até que ele resolveu que chegara o momento de unirem suas vidas através do casamento. No final de setembro de 1935, Gustavo Albin Bergstrom e Alice Margarete Davidson se casaram em Waukegan, Illinois. 

No mês de janeiro de 1936, num dia frio, os recém-casados viajaram para o Brasil e fixaram residência em Campinas – SP. Pouco tempo depois se mudaram para Itajubá – MG, onde Gustavo havia ministrado ainda solteiro.

O missionário Gustavo Bergstrom, que alguns carinhosamente o chamavam de “o velho Gustavo”, dedicou 56 anos de sua vida à obra do Senhor no Brasil, ministrando em vários estados, especialmente Minas Gerais e São Paulo.
Após cerca de dois anos em Itajubá, a família Bergstrom se mudou para Belo Horizonte, onde já existia uma grande igreja fundada pelo pastor Clímaco Bueno Aza. Na capital mineira permaneceu por três anos, quando foi pastor interino substituindo o missionário Nils Kastberg que havia se transferido para o Rio de Janeiro. 
Pastoreou a AD em Divinópolis durante doze anos, onde construiu o templo-sede. Depois se mudou para São Paulo, onde permaneceu por oito anos. Durante este período, ele fundou várias igrejas na grande São Paulo e em Minas Gerais. O coração de Gustavo Bergstrom ardia pelas várias cidades não alcançadas às margens do Rio São Francisco. Este imenso rio tem cerca de 3200 quilômetros de extensão e em seu percurso, passa a 65 km de Montes Claros. Ele ajudou a levar o Evangelho a algumas cidades e iniciou um ministério de evangelismo utilizando o rio, que constantemente percorria de barco. Entre os anos de 1972 e 1978, Gustavo fez inúmeras viagens para Montes Claros, onde desenvolveu importante trabalho.

O missionário Gustavo Bergstrom chegou pela vez ao Brasil em 25 de novembro de 1933 e retornou para os Estados Unidos pela última vez no outono de 1989. Seus anos como missionário ativo poderiam ser divididos em três fases, como a seguir:
1933 a 1958 – Evangelismo literário e fundação de igrejas, a maior parte em Minas Gerais.
1959 a 1966 – Fundação de igrejas em menor escala na grande São Paulo.
1967 a 1989 – Criação de Institutos Bíblicos em Minas Gerais e São Paulo.

Além de ter sido um extraordinário fundador de igrejas, notadamente no sul de Minas, foi dos maiores distribuidores de folheto, como jamais se conheceu no Brasil. O evangelista Bernhard Johnson, de saudosa memória, chegou a afirmar que, há, pelo menos, 250 cidades onde Gustavo Bergstrom estabeleceu igrejas.
Enquanto cooperava com o Instituto Bíblico da Assembléia de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba – SP, ele incansavelmente levava alunos a evangelizar em dezenas de igrejas. Com a ajuda de jovens abnegados, ou, por vezes, sozinho, este soldado de Jesus disseminou bem mais de um milhão de folhetos, sem mencionar os livros e porções da Bíblia que ele vendia ou distribuía.

No outono de 1989, Gustavo sofreu um leve derrame e precisou da ajuda de colegas missionários e seus filhos para voltar aos Estados Unidos, indo residir em Kenoscha. O pequeno derrame que ele sofrera no Brasil o deixou em uma frágil condição. Sua audição e visão estavam falhando. Em novembro de 1994, o missionário Gustavo Bergstrom se mudou para a Maranatha Village, um complexo de aposentadoria das Assembléias de Deus em Springfield. Muitos missionários aposentados consideravam Maranatha um “paraíso de descanso” num ambiente agradável. 

Após dois anos no Maranatha Village, a saúde de Gustavo começou a deteriorar-se rapidamente. Em janeiro de 1997, ele foi transferido para a enfermaria do Maranatha após uma breve estada no hospital. No dia 23 de janeiro de 1997, o missionário Gustavo Bergstrom, passou para o descanso eterno.

Ele foi considerado por muitos como um herói anônimo. Nunca se tornou famoso, mas foi um dos maiores missionários pioneiros já enviados pelo Conselho Geral das Assembléias de Deus dos Estados Unidos, ao Brasil. Não era um eloqüente pregador ou dotado de predicados políticos, mas um homem de coragem, cujo coração batia com o santo zelo de ganhar almas para Cristo e fundar igrejas. 

Ao falecer, o missionário Gustavo Bergstrom deixou saudosos a viúva, irmã Alice, seus quatro filhos: Robert, Richard, Ruth e Ronald, todos residente nos Estados Unidos, mais sete netos e um irmão residente na Califórnia. 


Antigo Templo-Sede da AD em Divinópolis - MG, inaugurado pelo Missionário Gustavo Bergström

      
Livro da biografia do Missionário Gustavo Bergström, editado pela CPAD em 2002




4 comentários:

  1. Recordar é viver! Relembrar o trabalho pioneiro desses obreiros é refletir sobre a grande responsabilidade dos pastores atuais em resguardar esse patrimônio eclesiástico.

    Parabéns pela postagem amigo!

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  2. Obrigado pelo comentário. Enriquece nosso trabalho.

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  3. Ele abriu as portas do evangelho em minha cidade a mais de 60 anos atrás

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  4. Ele abriu as portas do evangelho em minha cidade a mais de 60 anos atrás

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