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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Missionário Nels Julius Nelson


Missionário Sueco

Apóstolo da Amazônia

Pastor das AD em Belém (PA) e São Cristóvão (RJ)


O Apóstolo Pentecostal Brasileiro, como foi finalmente reconhecido no Brasil, nasceu na Suécia, em 14 de julho 1894, num lugarejo chamado Nedre Älgestad, município de Adolfsfors, Estado de Värmland.
            Em dezembro de 1912, aos dezoito anos de idade, partiu para a América do Norte, onde encontrou a salvação em Cristo, na noite de 12 de fevereiro de 1915. Foi batizado nas águas no dia 15 de abril do mesmo
ano. Em 19 de novembro de 1916, o Espírito do Altíssimo desceu do céu sobre Nels Nelson, como uma luz quente, límpida e serena, fazendo-o falar em línguas estranhas. Um transbordamento de júbilo e êxtase cobriu-lhe a face. Naquele momento, recebeu a virtude do Espírito Santo, que o faria uma fiel testemunha de Jesus Cristo, tanto entre seus familiares como na Suécia, nos países circunvizinhos e até nos confins da terra.
            No dia 07 de outubro de 1917, aos 23 anos de idade, o jovem Nels Nelson foi consagrado ministro do evangelho na Assembléia de Deus Escandinava nos Estados Unidos da América, Canadá e Países Estrangeiros. Havendo trabalhado alguns anos na América, sentiu que Deus o queria no Brasil e, diante do chamado do Senhor, o jovem missionário não perdeu tempo.
Corria o ano de 1922. A queda da borracha do mercado internacional representava a maior crise financeira da história da Amazônia. Nels Nelson, então um jovem, chegava à Belém do Pará com disposição para enfrentar as vicissitudes e os perigos de sua nova missão. Não lhe foi difícil adaptar-se, porque seu desejo era trabalhar e ganhar almas para Deus. Na capital, permaneceu apenas três meses, tempo que gastou no aprendizado da Língua Portuguesa.


Nem bem se familiarizou com o idioma, já se encontrava no arquipélago marajoara, falando do evangelho às populações ribeirinhas, viajando na canoa “Boas Novas” de um lado para outro, enfrentando a fúria das baías que circundam a grande ilha.
Em 1924, o missionário Gunnar Vingren transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em seu lugar, nesta igreja, ficou o irmão Samuel Nyström. O missionário Nels Nelson aceitou o convite para auxiliá-lo, fazendo-o fielmente por longos anos. Com aquela sinceridade que lhe era peculiar, cooperou tanto no serviço da igreja como na imprensa.

No final de 1925, já havia organizado o trabalho nas ilhas e passado a direção aos obreiros locais, tornando-se livre para atender à obra no extremo Norte e no Nordeste.
Em virtude da transferência do missionário Samuel Nyström para o Rio de Janeiro, em 1930, Nels Nelson assumiu o cargo de pastor-presidente da AD em Belém do Pará.


Quando já pastoreava a Igreja em Belém por cinco anos (1935), o Senhor concedeu-lhe uma companheira, a irmã Lydia Rodrigues. Ao casar-se, Nels Nelson já estava com 40 anos de idade. Deste casamento nasceram os filhos Ester, Samuel e Ruth Nelson.
Quando o missionário Gustav Nordlund precisou ir à Suécia, convidou-o para substituí-lo em Porto Alegre enquanto estivesse fora. Assim, durante nove meses, Nels Nelson liderou a Assembléia de Deus gaúcha, período em que 208 pessoas aceitaram Jesus, sendo 151 batizadas em águas pelo servo de Deus.
Em seguida, retornou a Belém, para dar continuidade ao trabalho.
            Nels Nelson era um verdadeiro líder, cujo apostolado foi confirmado por todo o território nacional. Nos seus últimos dias, não mais pastoreava

igrejas. Dedicava-se a supervisionar todo o trabalho do Norte e a dirigir estudos bíblicos. Velador da disciplina era um pacificador, de ação moderada e sábia, características que o notabilizaram durante sua estada entre nós.

Além de receber de Deus o dom do Espírito Santo para ensinar, ele era dotado de um discernimento formidável, o qual exercitou durante anos de trabalho, especialmente nas vezes em que ministrava a Palavra de Deus durante as Convenções Estaduais e Nacional.
Em 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde pastoreou a AD em São Cristóvão até 1957, ano em que começou a sentir os sintomas da doença que o levaria ao descanso eterno. Passou os seis últimos anos de sua vida deslocando-se invariavelmente para as igrejas do país nas quais sua presença se fazia necessária. Nesse período, chegou a confessar em lágrimas: “Se eu soubesse quando seria minha morte, embarcaria para findar minha carreira na Amazônia, onde a comecei”.


Às 15h e 15min. do dia 05 de março de 1963, todas as atividades foram suspensas na CPAD, devido à notícia do falecimento do missionário Nels Nelson. Na madrugada daquele dia, a irmã Lydia Rodrigues Nelson ouvira, no Hospital Evangélico da Tijuca, no Rio, onde fazia companhia a seu marido, um som de violino a invadir o silêncio dos corredores. A música era: “Oh! Que doce lar!”. Curiosa, não sabendo de onde vinha aquela melodia suave, aproximou-se do leito onde estava Nelson. Mas ele dormia tranqüilamente. À tarde, uma multidão acompanhou o seu enterro no Cemitério do Caju. O Pastor Alcebíades Pereira Vasconcelos, que esteve ao seu lado nos últimos momentos, escreveu: “Vi morrer um grande! Vi morrer um forte! Vi morrer um justo! E, ao vê-lo, um único pensamento subiu ao meu coração: o de agradecer a Deus por aquela vida que Ele graciosamente dera ao Brasil, como testemunho do seu amor para com os filhos deste grande país”. O jornalista Emílio Conde acrescentou: “Foi um sol que nasceu brilhando com muita intensidade e que desapareceu quando chegou o ocaso”.
Nels Nelson sempre dizia: “Preciso manter o meu coração e mente livres de ressentimentos, para que eu possa estar preparado para me apresentar diante de Deus e de sua Igreja com a mensagem de sua Palavra. Pois, como poderei receber algo de Deus estando com o coração cheio de coisas estranhas?”.

3 comentários:

  1. Após a saída de Nels Nelson do pastorado da Igreja de São Cristóvão no RJ, Ele ainda não sentia os vestígios da doença conforme citado acima, apenas no último ano. Durante esse período após 1957, passou a visitar as igreja fazendo estudos bíblicos e angariando meios para melhorar a situação da CPAD que era muito precária.

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