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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Exclusão de irmãos da Igreja Batista completa 100 anos



Foto: interior da Primeira Igreja Batista do Pará, à época que recebeu os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, em cujo porão estes ficaram hospedados.

13 de junho de 2011 é a data que marca um século da exclusão de irmãos da Primeira Igreja Batista do Pará, os quais, juntos com Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundaram a Assembleia de Deus cinco dias depois. Há exatamente cem anos, 19 irmãos foram desligados por motivos doutrinários, notadamente o batismo com o Espírito Santo recebido pela membro Celina Albuquerque.
Há algumas versões para a forma como se deu esse desligamento. Daniel Berg escreveu que o obreiro Raimundo Nobre chegou ao porão do templo, no qual os missionários estavam hospedados e onde acontecia uma reunião de oração. Inconformado com o movimento pentecostal que se instalava extraoficialmente na igreja, o obreiro teria solicitado que os adeptos da nova doutrina se manifestassem para serem excluídos, o que aconteceu naquela mesma hora.
Segundo outra versão, o ato de exclusão aconteceu em um culto, para o qual a igreja foi especialmente convocada. Esta narrativa é interessante porque existe uma ata da Igreja Batista que narra essa reunião e nomina os membros desligados. O certo é que a maioria foi excluída pela minoria, o que levou praticamente todos os seus principais membros a deixarem a denominação batista, inclusive José Plácido da Costa, que, ocupando a função de moderador, respondia pelo pastor, ausente naquele ato.
O desligamento desses crentes batistas foi o divisor de águas nos rumos do pentecostalismo brasileiro. Pois, não fosse dessa forma, duas direções poderia seguir aquela igreja: primeira, aceitaria o movimento pregado pelos missionários, de modo que todos os pentecostais brasileiros poderiam hoje ser “batistas”. Ou então aqueles crentes (incluindo Berg e Vingren) abandonariam a ideia de avivamento, e não teríamos o movimento pentecostal como se formou.

Foto: fachada do templo – prédio no centro, elevado, cujo porão está encoberto pelas pessoas -.(Acervo: PIB/Belém)
Fonte: www.ruiraiol.com.br

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